Romper com falsas crenças

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A tolerância e aceitação para com o que foge à norma, ao que se está habituado, é a melhor forma de prevenir a violência entre pares.
Apoiar para libertar as falsas crenças é crescer para um mundo mais saudável, mais compreensivo e naturalmente mais alegre.

Porque teremos nós que educar as nossas crianças para os conceitos que são tradicionalmente aceites pela sociedade vigente. As nossas emoções, os nossos sentimentos não se regem por estatutos sociais, por etnias, por diferentes tons de pele, pois debaixo de tudo isto somos pessoas que possuem as mesmas necessidade básicas.

Necessidades estas de ditam a forma como nos iremos sentir e pensar, pois se educarmos para a igualdade, para a tolerância e para a compreensão, certamente teremos crianças mais iguais, sendo que a máxima sempre foi e sempre será, “todos iguais, todos diferentes”. Aqui quando digo crianças mais iguais, refiro-me à aceitação da diferença do outro como sinal da sua própria individualidade/condição, o que seja, mas que isso não a diferencie das vivências supostas para a sua idade.

Num mundo que muda a uma velocidade estonteante, mudemos também as nossas crenças, atitudes e forma como educamos os nossos filhos, educandos e alunos.

Necessitamos de mais crianças e jovens que se defendam, que defendam os outros e que se posicionem como igual ao outro, sem que este igual tenha que se referir ao mesmo tom de pele, aos mesmos gostos, interesses, estilos de vestir, pois é na diversidade que aprendemos a olhar sem criticar, sem julgar e sem retaliar.

Os jovens, que “sofrem” muito pelo contágio social, se deixem contagiar por atitudes como estas 🙂

Regulamento do Concurso 2019 – Outubro mês da prevenção ao Bullying

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Apresentação da Entidade

O PortalBullying é um centro de ajuda online fundado a 30 de janeiro de 2010 (por ser o dia da não violência e da educação pela paz) e funciona como uma ferramenta de auxílio na disseminação da violência entre pares, fomentando o diálogo e a partilha de experiências. Através das novas tecnologias oferecemos um serviço especializado em casos de Bullying e Cyberbullying. Aqui os jovens podem participar no fórum, discutir sobre alguns temas ou enviar as suas dúvidas. O chat permite “falar” com um técnico, em anonimato, e esclarecer, em tempo real, as angústias sentidas. Quando o chat não está online, há sempre uma resposta por e-mail.) Pais e toda a comunidade educativa também encontrarão o material necessário para fazer face às dificuldades sentidas no que respeita à relação entre pares.

Esta página é da responsabilidade da Drª Tânia Paias, especialista na avaliação e no acompanhamento das problemáticas associadas à violência entre pares.

A nossa missão é facilitar o ajuste emocional e intelectual das crianças e jovens, dar suporte à comunidade educativa e família e promover atitudes preventivas que facilitem o ambiente escolar.

O PortalBullying pretende consciencializar para a importância das atitudes individuais e coletivas na promoção das boas relações.

Âmbito da Ação

Sensibilizar e contribuir para a mudança do ambiente escolar, prevenir e fomentar relações saudáveis entre os jovens. Sabendo que a escola é um espaço que congrega várias realidades económicas, sociais e faixas etárias distintas, e que o efeito grupo assume especial destaque, e que a agressividade é algo inerente à condição humana, torna-se necessário pensar em estratégias que promovam uma vivência mais salutar, que apelem à cidadania, à empatia, ao respeito por si e pelos outros. Fomentar e permitir que alunos, professores e demais funcionários do espaço educativo usufruam de ambientes mais agradáveis e com cidadãos que defendam e se impliquem em causas nobres, é responsabilidade de todos.

Aproveitar Outubro como o mês de prevenção ao Bullying e promover na escola um espaço de aprendizagem que vá muito para além dos conteúdos pedagógicos, torna-se fundamental. Pretendemos assim auxiliar os jovens neste crescimento enquanto cidadãos plenos dos seus direitos e deveres, conscientes dos seus atos, dos seus valores morais, estéticos e étnicos, que saibam atender às suas necessidades, mas também às necessidades dos outros.

Atuar junto de uma população que é mais permeável, vulnerável e em plena fase de definição de interesses e valores, faz com que estas iniciativas assumam especial destaque e pertinência. Auxiliar os agrupamentos de escolas neste processo torna-se imperativo. Todos pretendemos uma sociedade mais justa, equitativa e solidária, com jovens empreendedores e que se impliquem e envolvam numa causa, por isso temos que tornar esta a nossa missão.

Público Alvo

Destina-se a todos os agrupamentos de escolas básicos e secundários, com alunos compreendidos entre o ensino pré-escolar e o ensino secundário, do território nacional.

Conta com vários parceiros, promovendo uma competição saudável entre os agrupamentos e premiando os 5 trabalhos, de entre as diferentes modalidades a concurso, que melhor representem a temática em apreço.

Objetivos

Colaborar ativamente na sensibilização de Outubro – mês de prevenção ao Bullying e alicerçar outras formas de auxílio à comunidade educativa;

Alertar, sensibilizar e auxiliar na prevenção ao bullying;

Prevenir comportamentos de risco;

Capacitar os jovens para a ação e incentivá-los na adoção de um papel ativo na comunidade escolar;

Condições

Para participar cada agrupamento de escolas terá que se registar no site do portalbullying (canto superior esquerdo) e preencher o formulário do concurso

O envolvimento de cada escola pressupõe a execução de material criativo (vídeos, ilustrações, fotografias, poemas e frases) que exemplifique boas práticas nas relações entre os jovens.

Em cada escola tem que haver um professor responsável pelas atividades;

O material tem que ser enviado para o email concurso@portalbullying.com.pt até as 23h59m do dia 31 de Outubro e deve conter, no corpo do texto, os mesmos itens do formulário. A omissão destes dados, fará com que o trabalho não seja considerado.

O material será utilizado pelo portalbullying nas suas ações de promoção e sensibilização relacionadas com a temática em apreço.

Todas as escolas aderentes comprometem-se a divulgar as plataformas do portalbullying que servem o propósito do concurso, bem como asseguram a boa utilização do material disponibilizado.

Cada uma das modalidades a concurso, terá divulgação por entre as diferentes redes sociais do portalbullying (youtube, instagram e twitter)

Avaliação dos projetos

A votação decorrerá nas diferentes plataformas do portalbullying (facebook e youtube) e 5 os trabalhos com mais likes, de cada categoria a concurso, serão selecionados para avaliação do júri do concurso.

Júri

Será composto por especialistas das áreas inerentes à temática dos trabalhos. A decisão final não é passível de recurso.

Prémios

Serão entregues aos vencedores de cada categoria Vídeo/ Ilustração I Fotografia / Poema / Frases:

um exemplar do livro Tenho medo de ir à escola, 2014 Esfera dos Livros (com histórias reais de vítimas de bullying e cyberbullying e histórias motivacionais)

Uma mochila da marca TOTTO

Cartazes e flyer´s preventivos

Cronograma

Outubro –  recolha de material. Último dia de entrega o 31.

Novembro

  • 3 a 7: carregamentos dos trabalhos nas plataformas
  • 10 a 14: análise e votação externa do material
  • 17 a 21: avaliação pelo júri do concurso
  • 24 a 28: divulgação dos resultados

Os agrupamentos vencedores serão contactados para articular a melhor forma de entrega dos prémios

Disposições finais

O portal reserva-se o direito de, em qualquer altura e caso necessário, alterar e aditar o presente regulamento, sem necessidade de comunicação prévia.

A candidatura das escolas pressupõe o conhecimento e aceitação dos termos e condições previstas no presente Regulamento.

Qualquer participante que viole o regulamento do concurso, e que faça uso de conduta imprópria e se aproprie de qualquer material preventivo sem o uso para que está destinado, será excluído. Também serão excluídas as escolas cuja participação seja realizada com recurso a dados falsos e que não respeitem os pressupostos base.

As escolas comprometem-se a divulgar (pelas redes sociais, plataformas online e associação de pais) todo e qualquer material que se reporte ao concurso.

O portal reserva-se o direito de alterar, atrasar ou prolongar esta iniciativa, ou até mesmo de a cancelar, sempre que se verifique atividade ilegal ou fraudulenta, ou qualquer condição que afete o bom funcionamento da mesma. Tal situação pressupõe igualmente o cancelamento dos prémios a atribuir.

As escolas/participantes aderentes devem autorizar a utilização de todo o material resultante da participação no projeto, assim como este deve possuir o logo do portal e respetivos links das suas páginas.

Outubro mês da prevenção ao Bullying

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Outubro mês da prevenção ao Bullying – Concurso

Este é um movimento que nasceu em 2006 nos Estados Unidos pela PACER’s e teve como propósito recordar que é necessária uma ação efetiva para prevenir o bullying e que a mobilização de todos fará a diferença “THE END OF BULLYING BEGINS WITH YOU”

Promover boas relações entre os jovens, e fomentar um ambiente mais saudável nas escolas é nossa preocupação, por isso o PORTALBULLYING.COM.PT – centro de ajuda online, fundado em janeiro de 2010, junta-se a esta iniciativa e disponibiliza uma série de material que pode ser utilizado pelos agrupamentos de escolas do país.

Se em Outubro da América importamos o Hallowen, porque não importar o mês da Prevenção ao Bullying e a partir daqui encetar todo um leque de atividades preventivas e de promoção da boas relações escolares?

O portalbullying irá disponibilizar cartazes, flyers, sugerirá livros para leitura orientada, disponibilizará histórias motivacionais, e irá promover um concurso que terá como objetivo principal estimular a criatividade dos jovens e torná-los mais conscientes e voluntários.

Não podemos dissociar o bullying da vertente online, pelo que, neste concurso, apelamos a uma adequada utilização das novas tecnologias. Sabendo que as redes sociais são parte integrante da vida dos jovens e um motor imediato de divulgação da informação, todo o material recebido terá de ser enviado por email, e as votações decorrerão no facebook do portalbullying

Formulário de Inscrição

    Ciclo de estudos da turma (obrigatório)

    Contactos

    Clique aqui para aceitar as condições.

    Não Me Calo

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    Hoje, no Dia Mundial de Combate ao Bullying divulgamos uma das histórias que integra um projeto que dois jovens decidiram levar a cabo:

    O Projeto NÃO ME CALO

    Esta é a história do João.

    Para o João, a palavra gay nunca foi uma ofensa. Habituou-se a ouvi-la desde tenra idade, aquela em que ainda não é suposto ter-se contacto com a maldade das pessoas. Encarava esta palavra pacificamente porque a sua mãe o educou bem. Contudo, os colegas e conterrâneos do João tentavam rebaixá-lo repetidamente com injúrias como paneleiro, bicha, MARICAS ou mariconço.

    Não foram raros os casos de assédio verbal, de empurrões nos intervalos e de material escolar roubado ou danificado. Também não foram raras as vezes em que o João chegava a casa e, por vergonha ou receio de represálias, se calava e fingia que estava tudo bem.

    Mais grave ainda, aquele ambiente de opressão e ódio parecia ser completamente aceite por alguns professores e funcionários da sua escola, no Sardoal. Virava-se a cara e fechava-se um olho “porque era filho deste, filho daquela”. Perpetuava-se, assim, a desculpabilização e normalização daquele tipo de comportamentos ofensivos. Atualmente, muitos desses professores e funcionários ainda trabalham na escola antiga do João, mas ele tem esperança de que ela agora seja habitada por uma geração de alunos muito diferente daquela com a qual ele se cruzou na época.

    A exposição a este tipo de ódio e maldade nos seus anos formativos mais importantes explica muitas das complicações que o João transportou para a vida adulta. Ele era um jovem altamente ansioso e dependente das expetativas dos outros; era acanhado, envergonhado e calado. Era-o porque o ambiente a que esteve exposto o ensinou a ser desconfiado, a procurar a maldade em cada gesto.

    Hoje, o João conseguiu ver-se livre desses complexos e dessas companhias. Deixou florescer uma pessoa que ele acredita que sempre foi: aberta, dinâmica, interessada, (demasiado) faladora e que aprende, um pouco todos os dias, a ver a bondade antes da maldade.

    Durante muito tempo, o João aceitou a negatividade que vinha daquelas ofensas. A superação desse ódio, que ele acredita ser fruto da ignorância típica de quem não teve uma boa educação, vem com o ignorar ou dar a cara por isso. Quando se aceita a ofensa com um sorriso e só se devolve educação e postura desarma-se o agressor: E DAÍ? Vem daí.

    Romper com falsas crenças

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    A tolerância e aceitação para com o que foge à norma, ao que se está habituado, é a melhor forma de prevenir a violência entre pares.
    Apoiar para libertar as falsas crenças é crescer para um mundo mais saudável, mais compreensivo e naturalmente mais alegre.

    Porque teremos nós que educar as nossas crianças para os conceitos que são tradicionalmente aceites pela sociedade vigente. As nossas emoções, os nossos sentimentos não se regem por estatutos sociais, por etnias, por diferentes tons de pele, pois debaixo de tudo isto somos pessoas que possuem as mesmas necessidade básicas.

    Necessidades estas de ditam a forma como nos iremos sentir e pensar, pois se educarmos para a igualdade, para a tolerância e para a compreensão, certamente teremos crianças mais iguais, sendo que a máxima sempre foi e sempre será, “todos iguais, todos diferentes”. Aqui quando digo crianças mais iguais, refiro-me à aceitação da diferença do outro como sinal da sua própria individualidade/condição, o que seja, mas que isso não a diferencie das vivências supostas para a sua idade.

    Num mundo que muda a uma velocidade estonteante, mudemos também as nossas crenças, atitudes e forma como educamos os nossos filhos, educandos e alunos.

    Necessitamos de mais crianças e jovens que se defendam, que defendam os outros e que se posicionem como igual ao outro, sem que este igual tenha que se referir ao mesmo tom de pele, aos mesmos gostos, interesses, estilos de vestir, pois é na diversidade que aprendemos a olhar sem criticar, sem julgar e sem retaliar.

    Os jovens, que “sofrem” muito pelo contágio social, se deixem contagiar por atitudes como estas 🙂

    Sabes ser AMIGO?

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    erica-santos

    Já alguma vez te perguntaste, ou se perguntou também, enquanto adulto, que tenta conduzir/orientar as amizades do seu filho/educando, sobre o que é ser amigo?

    Considera que o conceito de amizade é igual nas diferentes idades?

    Nem por sombras… Dizemos-lhe…

    Então vale a pena indagar acerca do significado deste conceito, e para além de aprofundar a sua definição por entre as diferentes idades, importa perceber como cada criança e jovem o concebe individualmente.

    É que muitas vezes a raiz da questão reside aqui, no facto de pensarmos e agirmos de uma maneira e de inconscientemente esperarmos o mesmo tipo de comportamento no outro.

    Se isto não acontece….PRONTO…está aberto o caminho para nos desiludirmos, para ficarmos tristes e desapontados com o outro, validando este sentimento através do pensamento “Se gostasse de mim, ou se eu fosse importante, não me teria feito ou dito isto, pois eu nunca seria capaz de lhe fazer o mesmo”.

    E o pior de tudo isto é que na maior parte das vezes sentimos apenas, e não verbalizamos. E ao somente sentir e nada dizer, estamos a abrir uma fenda na nossa segurança, estabilidade emocional e a promover sentimentos ambivalentes para com o outro, e acima de tudo para connosco.

    E são estes sentimentos contraditórios que nos levam a estar atentos aos comportamentos dos outros e, ao mesmo tempo, nos fazem obter respostas confirmatórias para as nossas suspeitas de “pouca amizade” por parte dos outros.

    Então, o que devemos dizer e fazer?

    Acima de tudo, comunicar. Expressar as nossas emoções e as nossas sensações ajuda a que o outro nos compreenda melhor e a que nós também possamos compreender melhor o outro.

    Por vezes as diferenças de atitude não são reflexo de que não se gosta do outro, simplesmente que não se tomou em consideração como o outro se poderia sentir, por não se pensar da mesma forma…

    Daí que seja fundamentar desmontar todo este cenário que começou a ganhar espaço na nossa mente.

    Já o velho ditado popular dizia: “A falar é que a gente se entende.”

    Boas conversações 🙂

    (creditos da imagem – Érica Santos – vencedora do concurso mês da Prevenção e Combate ao Bullying, no ano letivo 2017/2018)

    Histórias Motivacionais

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    Sabes que podes fazer a diferença na vida de alguém?

    Nunca te aconteceu precisares de ouvir as palavras certas, no momento certo, para te ligares às tuas emoções positivas e a partir daí encaminhares a tua vida noutra direção?

    Sabes que isso é possível, não é?

    Então, aquilo que te propomos é que te tornes um inspirador e inspires a vida de alguém.

    E o melhor de tudo isto é que não necessitas de fazer grande coisa, basta dares um pouco do teu tempo, uma palavra amiga, um gesto agradável, um sorriso contagiante, um “vai correr tudo bem”, um “eu olho por ti”, um “eu estou aqui para te ajudar”… para o sol voltar a nascer para alguém.

    Sim, o sol voltar a nascer, pois quem sente a escola com um espaço desagradável, que mete medo, com receio de que algo possa acontecer, só vê nuvens bem cinzentas e carregadas, e nessa altura até se esquece que apesar de não se ver, o sol está atrás dessas nuvens.

    Não te esqueças que é bastante fácil compreendermos o que os outros estão a sentir, basta parares um pouco, ouvires o que o outro te diz e ligares-te a uma emoção que seja igual àquela que a pessoa está a sentir naquele momento…

    Inspira-te, conta-nos a tua história e ajuda a inspirar os outros.

    OUTUBRO – mês da prevenção ao BULLYING

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    bullying-outubro

    Inicia-se hoje o mês de sensibilização para a Prevenção e Combate ao Bullying.

     

    “Bullying isn´t a problem that makes headlines every day, but every day it touches the lives of people all across the country.”

                                                                                              Barack Obama

    A verdade é que este não é um assunto do qual se fale todos os dias, mas sim, todos os dias alguém se sente incomodado, importunado, incompreendido e incapaz de reagir.

    O exercício da violência pode manifestar-se de forma particularmente intensa em contexto escolar, porque as crianças e adolescentes têm a possibilidade de encontrar pares mais susceptíveis de se deixarem facilmente atormentar. Aliado à reduzida tolerância à frustração, o que faz com que rapidamente se aborreçam, se cansem e se irritem, os jovens ativam emoções que os predispõem para uma resposta agressiva.

    Se pensarmos que uma das principais tarefas da adolescência é a identificação e criação de relações com os pares, como ficarão estes jovens mais susceptíveis?

    Não será nosso dever, auxiliar quer os que percebemos mais susceptíveis, quer os que percebemos que possuem pouca resistência à frustração?

    Claro que sim, e é aqui que o papel dos pares entra. Se fomentarmos nos jovens a capacidade de serem atentos às necessidades dos outros, de serem capazes de decifrar os diálogos internos e a comunicação simples, estaremos a fomentar uma vida mais democrática, justa e saudável.

    Portanto, aproveite o mote deste mês e trabalhe nas suas escolas, em casa com os seus filhos e ou educandos, sobrinhos, netos e junte-se a nós.

    Participe no concurso que vamos estar a promover ao longo deste mês.

    ” A melhor forma de suavizar o ódio é temperá-lo com amor”

     

    Decretada 3ª Idade ao Facebook

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    Qual a proximidade que temos com as redes sociais mais utilizadas pelas crianças e jovens?

    Qual o conhecimento que possuímos acerca da variedade de plataformas que existem?

    São os nossos filhos digitais? Será que não as utilizam de todo?

    Estas são questões que se nos devem afigurar e sobre as quais devemos pensar.

    Imbuídos deste espírito feliz e de exploração das emoções mais básicas que se fez sentir um pouco pelas redes sociais (dia do pai e dia da felicidade), importa trazer para a conversação o uso que os jovens fazem destas plataformas, o impacto que estas possuem nas suas vidas e a diferença entre o conhecimento de pais e filhos.

    Se estes são conteúdos amplamente disseminados, não estão de todo clarificados. E para um exercício parental mais saudável e feliz, importa perceber as diferenças que existem face ao uso entre jovens e adultos.

    Se é certo que existe uma utilização massiva das redes sociais por parte de crianças/jovens/adultos/seniores, o certo também é que ela difere quanto ao seu conteúdo, forma, intensidade, proliferação e obviamente plataforma utilizada.

    Se há uns anos atrás, num artigo que li do professor Daniel Sampaio, com um título eloquente –  A Morte do Pato Donald – referindo-se às profundas mudanças ocorridas nos últimos tempos, à quase extinção dos livros aos quadradinhos, à sua substituição pelos ecrãs – Viva o Pokémon – e ao menor investimento nas brincadeiras ao ar livre, colocando assim a tónica na alteração do paradigma familiar, hoje, passados quase dez anos, (não sei ao certo se este artigo era do ano de 2009, mas sei que escrevi acerca disso em agosto de 2009 (recuperarei em breve esse artigo)) estamos noutra era, as novas tecnologias são uma realidade na vida de qualquer criança e as redes sociais são uma realidade na vida dos jovens.

    Fazendo uma analogia com o título do professora Daniel Sampaio – A morte do Pato Donald – Viva ao Pokémon, hoje podemos decretar a morte ao Facebook e celebrar a vida do Insta e do Twitter (entre outras).

    O Facebook foi a primeira grande plataforma social que recolheu grande simpatia e utilizadores, mas hoje já não está seguramente na sua lista de preferências dos mais jovens. Aliás, ela até é catalogada “para os avós“, como tantas vezes ouço dizer.

    Importa então saber quais as redes sociais preferidas dos mais novos, a forma como estas operam, o que lá se vai passando, e qual o grau de utilização.

    O conhecimento e o diálogo em torno destas temáticas urge e se se torna difícil proibir, o que poderemos fazer é condicionar, limitar, sempre com base na comunicação, na abertura e no diálogo simples e emotivo.

    Quando refiro que não estamos mais na era de proibir, quero dizer que apesar de em casa não permitirmos que os nossos filhos possuam esta ou aquela conta, esta ou aquela rede, estes podem a elas aceder na escola, na casa dos colegas, nos grupos a que pertencem, no meio onde passam mais tempo do seu dia-a-dia.

    Portanto, melhor do que fazer de conta que elas não existem, é perceber quais são, o que permitem e como funcionam.

    Perguntem aos vossos filhos as diversidades de plataformas sociais que existem, as profissões que estes almejam e como estes vêem o futuro.

    Provavelmente surpreender-se-ão !

    Agressões em Escolas

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    Queridas Manhãs

     

    Agressões em Escolas com Hernâni Carvalho e Tânia Paias no programa da SIC – Queridas Manhãs.

    A não perder