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Informação sobre bullying e cyberbullying para Pais e Professores

Sinais de Alarme

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Como sei que o meu filho está a ser vítima de maus-tratos psicológicos?

Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada.


Sinais de alerta da violência infantil

  • Ira intensa
  • Ataques de fúria
  • Irritabilidade extrema
  • Frustrar-se com frequência
  • Impulsividade
  • Auto-agressão
  • Poucos amigos
  • Dificuldade para prestar atenção
  • Inquietude física

Prevenir o bullying é que está o ganho

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Prevenir o bullying

Já o velho ditado assim o dizia. E de facto, no dia em que se alerta para a necessidade de combater o bullying (20 de Outubro), vale a pena trocar algumas ideias.

Não, o Bullying não é uma coisa de crianças, e também não é normal e não nos dá mais força, pelo contrário, faz com que nas mais variadas situações nos sintamos mais fracos e incapazes. O que nos dá de mais é raiva, agressividade e desconfiança.

 

E sim, podemos prevenir e combater o bullying todos os dias e nas mais variadas situações. Por vezes destituímo-nos deste tipo de funções por acharmos que não é nada connosco, pelo facto de não tocar diretamente aos nossos filhos, por acharmos que estes se saberão desenvencilhar, e acima de tudo por acharmos que hoje em dia é que se dá demasiada atenção a estes assuntos. Ora, nada mais errado. Este assunto é sério e merece todo o respeito e envolvimento da comunidade.

Bullying não é e não pode ser encarado como mais um conflito entre os colegas, estes sim, são saudáveis e produzem crescimento, pois permitem-nos perceber o nosso espaço, o espaço do outro e conduzir a um crescimento pessoal e social. O bullying, pelo contrário, promove uma agressividade interna, um sentimento de solidão e uma sensação de que ninguém se importa connosco. Ora isto em nada serve para um crescimento saudável. Agora se nos focarmos nas divergências, nos constrangimentos, nas diferentes posturas que cada um assume e na maneira como o nosso filho com isso lida, aí sim, estaremos a ajudar. Em pequenas conversas com os nossos filhos, encarregandos, alunos, estaremos em condições de nos inteirar do seu nível de comunicação, das suas fragilidades, dificuldades, frustrações e exigências.

É, sempre foi, e sempre será um fator de proteção, a comunicação, pelo que devemos usar e abusar desta ferramenta. Portanto comunique com o seu filho, não se esqueça de lhe mostrar as suas emoções, pois estas servirão como espelho, como contentor e como motor de aprendizagem.

Por vezes, enquanto pais, tentamos proteger os nossos filhos das emoções mais negativas, mas é importante que eles as compreendam e saibam com elas lidar, pois de uma forma ou de outra, estas surgirão. É claro que não é preciso detalhar a raiz dos nossos problemas, para não os invadirmos, mas é importante que eles percebam que por vezes também temos dias maus, que nos aborrecemos com algumas pessoas, que nos sentimos tristes, zangados, mas que sabemos elaborar essas emoções e dar-lhes um desfeche, isto é, processamo-las, integramo-las e seguimos em frente.

Isto dá segurança e traquejo emocional e é isto que nós precisamos criar nos jovens. Este é um tempo de aumentar a sua liberdade, mas igualmente um tempo de criar uma rede, como aquelas que os trapezistas possuem como segurança. É claro que o que se pretende é que os próprios se vão adaptando, tal como quando o trapezista vai fazer o seu número nunca estará a pensar que vai cair, mas se olhar e vir a rede, esta funcionará como a alavanca que desencadeará uma maior segurança e estabilidade. E é isto que se pretende com os jovens.

Os pais são a rede dos filhos e a comunicação positiva é o fator determinante. Esta começa desde cedo, ainda quando as nossas crianças são muito pequenas. Se, a par e passo do seu crescimento, formos acompanhando as suas brincadeiras, a maneira como interpelam os bonecos, como progressivamente vão relatando e reproduzindo o dia-a-dia, dá-nos material deveras importante para conduzir a educação dos nossos filhos. O pré-escolar é pródigo em comportamentos e uma fase determinante para auxiliarmos no desenvolvimento e na estabilidade emocional.

Por isso aproveite para questionar o educador do seu filho acerca do relacionamento entre as crianças, inteire-se da maneira como o seu filho reage perante uma oposição dos colegas, de uma exclusão do grupo, de uma zanga. Queira saber se tem um amigo preferencial, se gosta de brincadeiras mais ativas, se prefere ficar no seu canto,… estas são questões fundamentais e que se não tivermos essa informação, estamos a perder um momento chave do desenvolvimento infantil.

As crianças vão crescendo e novos desafios se impõem, portanto, acompanhar a par e passo o crescimento emocional torna-se imperioso pois, por norma, a modalidade comportamental da criança acompanha-a e no primeiro ciclo novos desafios e constrangimentos podem surgir.

Lembre-se que cada ciclo escolar enceta uma panóplia de emoções, sensações e desafios, sabendo-se que na pré-adolescência e adolescência tudo assume proporções maiores. Por isso, criar uma comunicação saudável e positiva de base, serve de fator de proteção contra esta fase mais conturbada.

Saber como o nosso filho vê o mundo, como os que o rodeiam o percecionam, como funcionam em conjunto, como pensam no futuro, como projetam a sua vida, como falam dos outros, qual a sensibilidade para bens comuns, deve constar do conhecimento que os pais possuem dos seus filhos, pois só assim estaremos em condições de os auxiliar nas suas necessidades e de combater o bullying.

A sua presença na escola é igualmente importante, participe nas atividades que a escola promove, seja presença assídua e ativa e colabore com projetos que promovam o bem-estar dos jovens e da comunidade em geral.

Inteire-se da vida dos jovens, dos seus hábitos e costumes e aprenda mais sobre as redes sociais. Explique-lhes a consequência de certos comportamentos, elucide-os dos perigos das redes sociais, mostre-lhes vídeos e apresente-lhes alguns conteúdos úteis no aprofundamento destas temáticas, não negue o uso que os jovens fazem da internet. Só para ter uma ideia, a utilização da internet é superior ao uso da televisão, o que nos mostra que os hábitos estão a mudar, assim como o Snapchat é a rede social preferida pelos jovens, batendo o Facebook e o Instagram.

No dia de hoje reflita sobre todos estes conteúdos e agarre a possibilidade que o tempo outonal favorece e reúna toda a família aproveitando para dialogar, para promover tempo de qualidade e de diversão e até para encetar novos assuntos e novas formas de comunicar.

Lembre-se, mais vale prevenir que remediar.

Fonte: pumpkin.pt

Data: 30 Out 2016

Pergunte aos seus filhos: os pais são bondosos?

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Sea Sunsets Lifestyle Beach Happiness Family

Pois é, o mês das castanhas, da jeropiga, do verão de S. Martinho, já está de saída. Este que é um mês, por norma, fresco, mas com um par de dias em que o sol desponta e nos dá uma temperatura ideal para brincar de vendedores de castanhas e realizar 1001 atividades de exterior, vai agora descansar para chegar outro mês igualmente encantador. Se em novembro impera a lenda de S. Martinho e todos os valores a esta associado, Dezembro, com a sua época natalícia, aponta no mesmo sentido. Se nestes meses vivemos impregnados de conceitos que apelam à partilha e à bondade, porque não agarrar nestas temáticas e aproveitar para nos deleitarmos aos serões em torno destes valores tão nobres.

Agarrar nas lendas, nas épocas festivas, para desenvolver conversas em família, é um bem inestimável para a felicidade familiar. Reunirmo-nos em torno de um tema, olharmos para ele por entre os olhos de cada um dos membros, é de uma riqueza enorme, pois de forma simples e divertida, podemos ver como são os nossos filhos, o que pensam e como verbalizam o que sentem.

Se por vezes, nesta árdua tarefa de educador, ficamos confusos e sem saber se o que estamos a fazer é o mais acertado; imaginem os nossos filhos. Por isso, nada melhor que falar, nada melhor que nos questionarmos constantemente, pois é através de que progredimos e nos tornamos, a cada dia, melhores pessoas, melhores educadores, e melhores famílias. Pois então, e se novembro e dezembro nos trazem a bondade e a partilha, porque não começam por partilhar as suas dúvidas?

Provavelmente as maiores interrogações das famílias prendem-se com o dar o melhor exemplo, com a transmissão destes valores, com o saber se estarão a conseguir incutir o conceito de bondade e partilha de forma adequada, se serão capazes de fazer com que se descentrem da sua visão egoísta e individual. E acima de tudo, se estarão a fazer com que estes entendam a real dimensão das coisas e saibam ser ativos, passivos quando necessário, defensores, protetores, mas também guerreiros. 

Se todas estas dúvidas nos assolam, como esclarecê-las?

Através da partilha de experiências, é claro.

Podemos perguntar aos nossos filhos o que é para eles significa a palavra bondade e partilha;

se consideram que os seus pais são bondosos;

se acham que poderiam mudar algo para que fossem mais bondosos;

se gostariam que alguém fosse mais bondoso para eles;

se sabem ser bondosos, mas também defensores dos seus direitos e deveres…

Por entre estas pequenas questões podemos encontrar grandes ideias e acima de tudo grandiosas perspetivas e formas única de sentir as coisas. É que nem sempre os nossos filhos sentem e vêm as coisas da mesma forma que nós, aliás são raras as vezes em que isso acontece, e quase sempre, com a correria diária que a vida nos imprime, esquecemo-nos de aceder ao seu mundo interno e à sua peculiar forma de pensar a realidade.

Aproveite então e conte lendas, agarre nos dias temáticos e façam tertúlias caseiras, brinquem ao faz de conta, troquem de posições. Sejam os filhos e os vossos filhos os pais e façam as coisas acontecer. Vão ver que se vão surpreender com a forma como os vossos filhos consideram a tarefa de ser pai, e talvez se surpreenderão com a posição de ser filho, de ter aquela idade… e de fazer de um acontecimento simples, um problema daqueles.

Todos nós já tivemos aquela idade e se a ela voltarmos, bem sabemos o quão difícil pode ser…

Por isso, aproveite estes momentos que cada mês nos traz e reúna a família e debata as temáticas a eles associadas de forma descontraída e divertida. São estes momentos que tornam as famílias únicas e o local onde nos sentimos seguros e confiantes. Do qual temos inevitavelmente que sair, mas para onde apetece sempre voltar.

 

Fonte: pumpkin.pt

Data: 21 Out 2016

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