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Informação sobre bullying e cyberbullying para Pais e Professores

Para ti, professor

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Professor

Dia do professor e a sua importância na prevenção ao bullying

Ontem, para além de ter sido o Dia da Implantação da República, também se comemorou o dia do professor. Por ser feriado, e já com uma série de eventos familiares, não me foi possível escrever no próprio dia, mas mesmo assim, não quero deixar de prestar homenagem aos professores.

A ti que funcionas como o primeiro agente de socialização fora do ambiente familiar;

A ti que és uma fonte de inspiração para as crianças e até tens a capacidade de moldar as suas escolhas futuras;

A ti que te empenhas todos os dias para melhorar o conhecimento dos que passam pelas tua sala de aula;

A ti que te superas a cada dia e acompanhas o crescimento dos jovens;

A ti que aguentas os piores momentos e regressas no dia seguinte como se nada fosse;

A ti que utilizas as dificuldades como uma oportunidade de crescimento;

A ti que ajudas os mais inseguros a se capacitarem para a vida;

A ti que, mesmo sem saber, funcionas como conforto das crianças;

A ti que todos os dias reinventas as formas e os sons da tua sala de aula, te aguentas e ousas mudar;

A ti que tens uma importância fundamental na prevenção e combate ao bullying;

Aos meus amigos professores, aos meus familiares professores, aos meus professores;

A ti professor, o nosso muito obrigado.

O portalbullying, ao longo destes 10 anos de prevenção e combate à violência entre pares, tem-se cruzado com seres excecionais, que vestem a camisola, que estão 100% disponíveis para abraçar estas causas, que sofrem, lutam e se empenham por uma escola e por um mundo melhor.

Não podíamos não enaltecer este profissional num dia que é o seu, e num mês que se dedica à sensibilização e prevenção do Bullying.

Dia Mundial da prevenção ao Bullying

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Prevenção ao Bullying

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Prevenção ao Bullying, e quero aqui deixar algumas ferramentas para educadores, professores, técnicos e pais encetarem um diálogo à volta desta temática.

Mas antes, e para enquadrar a minha escolha pelos livros, deixo-vos aqui um artigo que escrevi para o blog Janela Clínica, em 26 de agosto de 2009:

“A MORTE DO PATO DONALD – avô conta-me uma história

A propósito deste tema lembrei-me de um artigo que li há algum tempo na revista Pública do Expresso do Dr. Daniel Sampaio. O artigo iniciava com uma pequena resenha a outro artigo “Os 25 mitos da Pediatria” no qual também se podia ler algumas inovações para pais e professores, mas Daniel Sampaio quis acrescentar a profunda mudança ocorrida nestes últimos anos e intitula o seu artigo como: A MORTE DO PATO DONALD

Depois de alguma procura consegui encontrar o artigo e transcrevo aqui alguns items que me parecem fulcrais para o assunto em questão.

“O quotidiano da criança mudou. Hoje vão cedo para a creche e não brincam na rua, o peluche caiu em desuso e o Pato Donald morreu. Um menino dos nossos dias que aprendeu a ler não se entretém com uma revista de quadradinhos do Tio Patinhas, como acontecia com os seus pais, até porque só com dificuldade a encontrará nas bancas. Mickey e Minnie, Donald e Margarida, Pateta e Clarabela são “casais” do passado, seres assexuados que só tinham sobrinhos (quem seriam os pais) e se entretinham com estórias que hoje nos parecem inverosímeis. O mundo de hoje é outro: telemóvel e computador, Game-Boy e Play-Station são utilizados com grande à-vontade por crianças pequenas…Tudo está diferente…Morreu o Pato Donald, viva o Pokémon!
A verdade é que nunca, como agora, se tornou tão importante o papel dos adultos junto dos mais novos: com tanta informação rápida, com as imagens a entrarem nas nossas casas deixando dúvidas sobre o que é real e virtual, com o mundo tão imprevisível e por vezes perigoso, apalavra dos familiares é cada vez mais relevante. Pela simples razão que é única e insubstituível: jamais um jogo eléctrónico ou uma pesquisa na internet substituirá a afectividade da narrativa do avô ou a palavra afectuosa de um pai…As crianças precisam de estimular a imaginação e de encontrar segurança na sua relação com os adultos mais importantes, os seus familiares. As famílias já não são três gerações à volta de uma lareira, mas continuam a ser o espaço emocional mais importante para os mais novos.”

Ora na relação que se estabelece entre criança-adulto-livro aparecem laços afectivos muito fortes e a cumplicidade da leitura permite-nos viver a experiência de compartilhar os sentimentos e as emoções que os livros nos proporcionam.

A emoção age principalmente na segurança das crianças, base de todo o desenvolvimento e é preciso dar e criar oportunidades para a expressão das emoções e sentimentos, para que a criança os reconheça e elabora, ora os livros, as narrativas, proporcionam tudo isto, já que são poderosos clarificadores de significados, permitem organizar o real e conceitos como bem/mal; bonito/feio; justo/injusto.

Plãtão refere que o valor educativo das histórias exerce um fascínio sobre a mente das crianças e Betelheim afirma que estas têm uma forte influência e ajudam na reconstrução das dimensões mais profundas do sentir e do pensar. ”

De 2009 para 2017 e mais específicamente para sinalizar o dia de hoje, sugerimos-lhe alguns livros que pode utilizar como mote para a prevenção e promoção das boas relações entre as crianças e jovens.

Especialmente para as faixas etárias do pré-escolar e primeiro ciclo deixamos-lhe alguns exemplos de livros que servirão muito bem o propósito:

Orelhas de Borboleta

Perigoso

Amor Monstro

Uma bicicleta à chuva, que também é recomendada para 5º e 6º ano

Todos eles tocam a diferença, a sensibilização para as características individuas de cada um, mas alertam para a necessidade de olhar mais além, do visual, do preconceito, do desconhecido.

São leituras que valem a pena e que ajudam os mais pequenos e os mais graúdos também.

 

Preparar os miúdos para o regresso à escola.

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Conhecimentos académicos e segurança emocional: como preparar os miúdos para a escola!

 

Setembro, esse mês tão desejado e temido. Para a maioria das pessoas Setembro enceta em si uma dualidade de sentimentos, se por um lado é um mês com temperaturas mais amenas (bem convidativas para quem saiu de um Agosto soalheiro e tórrido), por outro significa regressar à “normalidade” sendo esta aqui entendida como o retomar da vida que levávamos antes das férias. Horas de levantar e deitar mais rigorosas, lides da casa, comida, filhos com escola à porta…

Agosto já lá foi  e é preciso retomar; guardamos os bons momentos passados com a família, com os amigos, as experiências acumuladas, e lá vamos nós, rumo a mais um ano, sim, mais um ano, pois todos os pais, com filhos em idade escolar, regem-se mais pelo ano letivo, do que propriamente pelo ano civil.

Mas nem sempre é fácil retomar a vida que levávamos antes das férias; como acordar miúdos que estão agora habituados a levantar, na melhor das hipóteses, as 10h da manhã? Como torna-los mais activos, quando nas férias nada faziam, ou fartavam-se de fazer actividades de exterior e em casa apenas queriam ir para o sofá…. Não é por acaso que se diz que precisamos de férias das férias, mas quando os miúdos estão meses neste modo, como retomar?

O segredo, ou melhor, a maneira mais fácil, é a gradual. A cada dia vamos progressivamente deitando mais cedo, acordando mais cedo, relembrando certos afazeres diários, participando mais nas tarefas domésticas, redistribuindo as funções de cada um em casa, dando uma vista de olhos pelo material escolar, o que dá para aproveitar, o que temos que renovar, o que é impreterível adquirir e, aos poucos, começamos a falar uma linguagem mais escolar.

Para a maioria das crianças e jovens, estes meses de férias deixaram lá bem no fundo os conhecimentos adquiridos, o que é natural, mas alguns deles sentem a necessidade de reavivar os conteúdos anteriormente abordados para que, assim que a escola recomece, se sintam mais dentro das temáticas, outros jovens nem tanto, pelo que, se considera que o seu filho deveria dar uma vista de olhos na matéria anteriormente lecionada, ensine-lhe estratégias lúdicas, prazerosas, para que esta tarefa seja sentida como agradável e não aborrecida.

Não é difícil perceber que sem vontade tudo fica mais complexo, e o tempo gasto não rende, então mais vale pensar em maneiras alternativas de apresentar os conteúdos. Seja criativo e invente palavras cruzadas com a matéria que se quer reavivar, faça charadas acerca das temáticas em apreço, utilize jogos como o sudoku, brincadeiras com números, multiplicações, divisões utilizando as referências deles; agarre nas experiências que tiveram nas férias, nos desenhos animados nas séries que têm estado a ver,… enfim, traga um pouco das vivências dos miúdos e crie momentos de aprendizagem divertidos.

Para os mais pequenos pode realizar atividade simples, como fazer um bolo e solicitar que ajudem nas quantidades, pedir-lhes que vão à despensa buscar os ingredientes (para além de os implicar na leitura dos rótulos, estão a ajudar na organização espacial, pois uma despensa pode ser um verdadeiro enigma para quem não está habituado ao lugar das coisas; orientações como à direita de, atrás de, à frente, mais acima, mais abaixo… pode parecer pouco, mas acabam por ajudar a orientar), depois de confecionado podem cortá-lo às fatias e brincar com as parcelas. Pode, inclusive, fazer um lanche com as personagens que foram abordadas na escola, nas localizações mais importantes, nas margens dos rios…, enfim criar todo um enredo baseado nas aquisições prévias dos miúdos e que agora vale relembrar.

Se uma criança sentir divertimento nas aprendizagens, tudo se torna mais fácil. E assim, está também a aumentar o seu nível de confiança, pois uma criança que sente que domina o assunto torna-se mais capaz de lidar com as situações e até mesmo com o imprevisto, pois aprenderá que se se empenhar, se se interessar pelas coisas saberá e daqui retirará a lição que ninguém nasce ensinado, e se hoje não soubermos, mas formos procurar, amanhã já saberemos.

Um certo grau de insegurança é natural, mas limitarmo-nos a aprender pelo receio de errar deixa de ser natural, pois faz-nos acreditar que só podemos responder, arriscar, quando dominamos tudo. Princípio totalmente errado, uma vez que o erro é um momento de aprendizagem e não uma falha.

E não podemos deixar que os nossos filhos iniciem o ano letivo inseguros, temerosos e hesitantes. Se anteriormente falámos de renovar conteúdos académicos, agora urge falar na segurança emocional, na renovação dos laços de confiança com o próprio e com os outros, pois nem sempre o regresso à escola é sentido como prazeroso, como a oportunidade de recordar as longas conversas com os amigos, para contar as aventuras das férias, as idas ao bar, ao pátio… Para alguns a escola pode ser sentida como deveras ameaçadora, e nós pais, teremos consciência disso? Será que nos apercebemos de como funciona o nosso filho na escola?

Bem sabemos que as crianças e adolescentes podem assumir diferentes posturas na escola e em casa e estas até se podem tornar contrárias, mas saberemos nós, enquanto pais e encarregados de educação, ajudá-los? Conseguiremos estar ao nível das suas expectativas, ou simplesmente detetar quando algo não está a ir pelo melhor caminho? Saberemos iniciar uma conversação de forma clara e precisa, sem deitar tudo a perder (entenda-se aqui como aquela janela de oportunidade, aquela porta entreaberta que os jovens por vezes nos dão)?

De facto, nem sempre é fácil abordar temáticas complexas com os filhos, na maior parte das vezes os pais não sabem como, e os filhos fogem a sete pés. Aproveite estes dias que medeiam o início da escola e, tranquilamente, vá abordando as relações escolares, as facilidades ou dificuldades do regresso. Fomente no seu filho a capacidade de falar, de se emocionar, de gostar ou detestar, de mostrar a forma como concebe a vida, o que lhe é mais difícil de pensar, sentir e expressar, mas também o que lhe é mais fácil de comunicar. Perceba nele o que mais o irrita nos outros, o que o faz aproximar-se ou afastar-se de alguém, pergunte-lhe que características um amigo tem que ter, diga qual o seu conceito de amizade. Fale-lhe das suas próprias experiências, mostre-lhe que os conceitos mudam, que a amizade evolui, que as pessoas mudam, diga-lhe que podemos pertencer a diferentes grupos, que é natural que não gostemos de todos, assim como também é natural que nem todos gostem de nós, mas que isto não pode nem deverá ser motivo para encetarmos planos para nos vingarmos, para rebaixarmos ou deixarmo-nos rebaixar.

Mostre-lhe que nem tudo são rosas, mas que podemos evitar os espinhos por meio da forma como pensamos e agimos. Fale-lhe das novas tecnologias, e não negue que estas vieram para ficar, pelo contrário, integre-as na rotina dos seus filhos, e aprenda mais acerca delas. Pergunte-lhes que novas redes andam por aí, tente saber o que lhe agrada mais em cada uma, o que lhe agrada menos, perceba se o seu filho sabe os perigos associados à navegação, e como se proteger.

Se for mantendo este tipo de diálogo com o seu filho/educando, estará a preparar o terreno e se mais tarde, com o decorrer das aulas, houver alguma dificuldade, alguma complicação, eles terão maior abertura para o questionar, para lhe solicitar ajuda.

Não se esqueça que os seus filhos/educandos pensam de maneira diferente da sua e se mostrar uma atitude repressora e crítica, a tal janela de oportunidade que eles abriram, fecha-se num instante, portanto mais vale perceber como estes funcionam, como pensam, por onde navegam e depois tentar mostrar o melhor caminho, a melhor forma de se desenvencilharem das dificuldades.

Bom regresso às aulas!

 

Stress, nem vê-lo! Estou de Férias…

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Stress, nem vê-lo!

Stress, ainda em pleno mês de Agosto, mas já mas com um olhinho na preparação do ano lectivo que se avizinha a passos largos, vale a pena reflectirmos um pouco sobre o período das férias.

Numa altura em que todos os caminhos vão dar ao Algarve, e esta bela localidade se enche de turistas nacionais, estrangeiros e residentes, não é difícil encontrar filas para o pão, para o café, para o bolo, para a sopa, para a praia, para estacionar, para sair do estacionamento, para visitar o amigo, para ir à casa da mãe, da tia, da prima, enfim, para nos movimentarmos mais a sul.

Se é verdade que por vezes se torna difícil fazer qualquer actividade, quanto mais não seja estender a toalha na praia, será esta uma forte razão para nos fazer explodir? As filas de supermercado com carrinhos lotados e as prateleiras do mesmo “saqueadas” (como outro dia uma amiga me dizia) serão motivo suficiente para nos irar até aos píncaros e nos fazer ter um acesso de raiva?

Mas por mais surpreendente que seja (sim é verdade que nesta altura do ano tudo se complica a sul), não estamos de férias? Não é esta a altura do ano por excelência que a maior parte das pessoas escolhe, ou pode tirar uns dias para relaxar? Já todos sabemos que vamos encontrar filas no restaurante, que vamos ter que esperar, que vamos passar algum tempo (demasiado) no trânsito, mas que tudo isso é normal, é verão e ainda por cima é Agosto e este mês no Algarve vira enchente.

Mas não!! Não é isso que acontece.

É normal que experimentemos algum nível de stress, mas porque não canalizá-lo para outros fins, como por exemplo “Olha já que temos que esperar um pouco mais para sentar à mesa, vamos olhar para ver quem é que está com ar de que está quase a sair e cada um vai fazer uma aposta numa mesa” ao invés de alimentar a raiva e naturalmente de ampliar o stress, como por exemplo assim: “Aqueles ali já acabaram de jantar e estão a fazer de propósito para se demorarem mais… e eu que estou cheio de fome tenho que estar aqui a aturar isto, era só o que me faltava… daqui a pouco vou ali e digo-lhe das boas…”

Se formos a uma fila de supermercado e encontrarmos o cenário acima descrito (filas para as caixas e carros atulhados de compras), que alternativas temos? Ou vamos embora e tentamos outro supermercado, ou vamos a outras horas, ou então contrariamos o que estamos a sentir, usamos e abusamos do humor, e transformamos esta actividade em algo menos penoso; “olha, parece que vamos ter que passar mais tempo em família numa fila de supermercado, do que na própria praia 🙂 quem tem ideias para, não digo, passar um bom momento, mas um momento mais agradável :)?” ao invés de se deixar inundar por este tipo de discurso: “Mas que chatice, é sempre a mesma coisa, esta gente parece esfomeada, era só o que me faltava, mais esta agora, não tenho paciência nenhuma para estas filas, mas que horror e esta malta toda em cima de mim, que raiva…”

Se estamos de férias, quais as maiores complicações que se nos afiguram? Sim, de facto pode não ser agradável, mas se não soubermos contornar, controlar as nossas emoções e desfrutar das nossas férias, mesmo com todos os percalços, chatices e complicações que possamos sentir, como vamos ensinar os nossos filhos a saberem esperar, a não explodirem à mínima, a saberem olhar para o lado positivo, mesmo numa tarefa ou actividade aborrecida, cansativa…

E mais, se nem em período de férias somos capazes de nos acalmar, esperar a nossa vez, relaxar e desfrutar, o que nos acontecerá fora deste período?

Estratégias Educativas

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Estratégias Educativas segundo Tânia Paias

Estratégias educativas para evitar o aparecimento, ou ajudar a controlar condutas agressivas

Estabelecer limites claros
Definir quem é a autoridade – Autoridade vem do latim Auctorias que significa aumentar, fazer crescer, acrescentar. Se a autoridade for exercida com este significado estaremos a contribuir para garantir a segurança das crianças/alunos e a trabalhar no favorecimento da sua auto-estima.

É necessário reflectir para que serve a autoridade
Corrigir
Reforçar
Sancionar (mas de forma adequada – para que um castigo seja eficaz, deve ser pontual, e não frequente e proporcional à conduta, devendo cumprir-se necessariamente. Não deve ser contradito pelo outro cônjuge.

Manter um adequado nível de coerência entre os pais
É importante que haja uma concordância entre a disciplina da casa e da escola

É importante responsabilizar as crianças para os seus actos
Ensinar estratégias alternativas de resolução de conflitos
Trabalhar no sentido da aceitação da frustração

Links e Recursos

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Professor

Aqui pode encontrar todos o links e recursos para identificar e compreender comportamentos que possam indicar as vítimas e agressores de bullying.

Filho é vítima de Bullying

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O seu filho é vítima de bullying?

Bullying é qualquer tipo de agressão entre pares (crianças ou jovens), em que um ou vários indivíduos abusam intencionalmente da sua situação de superioridade sobre a vítima, sem que tenha havido provocação prévia, e que ocorre, repetidamente, ao longo do tempo.

As intimidações e a vitimação não acontecem ao acaso; o bully, ou agressor, é mais forte a nível físico, tem um perfil violento e ameaçador, o que impede as vítimas de se defenderem ou de pedirem auxilio. As consequências são, potencialmente, graves.

É importante referir que as brincadeiras em que existe envolvimento físico, o “andar à luta” e outras formas de comportamento agressivo, mas que não têm a intenção de causar danos, não podem nem devem ser consideradas bullying.

Podemos classificar os envolvidos nas situações de bullying em três tipos: vitimas passivas, vítimas provocativas, que são simultaneamente agressores e vitimas, e os agressores (bullies).

Quanto aos tipos de bullying, podemos referir os seguintes: físico (bater, empurrar), mais usado pelos rapazes; verbal (ameaçar, chamar nomes, chantagear, contar segredos ou levantar rumores), mais usado pelas raparigas; social (exclusão do grupo de pares); cyberbullying (abuso através de meios eletrónicos e novas tecnologias da comunicação). A todos estes tipos de bullying está associado o psicológico.

O que fazer se suspeitar que o seu filho é vítima de bullying:

  • Incentivar a partilha de problemas, especialmente se notar alterações no comportamento: recusa em ir para a escola, queixas somáticas constantes (dor de cabeça, de barriga, tonturas…), mas sem insistir em demasiado.
  • Ouvir atentamente, sem críticas e julgamentos negativos, o relato de situações problemáticas e elogiar essa partilha.
  • Averiguar da veracidade do relato, discretamente.
  • Fazer um diário dos acontecimentos.
  • Abordar a escola (professor, diretor de turma, direção) e apresentar calmamente a situação para, conjuntamente, serem encontradas soluções.
  • Reunir regularmente com o interlocutor escolar para fazer o ponto da situação.
  • Aconselhar o jovem a procurar evitar o(s) agressor(es), especialmente se estiver sozinho, e a procurar ajuda junto dos adultos (professores, assistentes operacionais).
  • Tentar ‘treinar’ o que fazer na próxima situação (verbalizar «não, afasta-te de mim», etc.); deve enfrentar o bully mas não usar da agressividade e violência deste.
  • Monitorizar diariamente junto da criança/adolescente o problema, de forma calma e ponderada, e respeitando o tempo e a vontade da criança/adolescente.

As consequências das situações de bullying, quer a curto, médio ou longo prazo, são dramáticas e repercutem-se por todas as áreas da vida do indivíduo. Assim, o bullying pode afetar a saúde física, emocional e social das crianças envolvidas e ter consequências graves, tais como depressões e, em última análise, suicídio.

Os envolvidos em situações de bullying – vítimas, vítimas provocadoras, agressores e, inclusive, espectadores – devem ser encaminhados para acompanhamento psicológico ou outro, no sentido de minorar as consequências.

O bullying é um problema da sociedade, não só dos intervenientes. Quanto à escola, esta deve, em primeiro lugar, reconhecer o problema, querer resolvê-lo, definir prioridades e delinear programas de prevenção do bullying que simultaneamente envolvam alunos, pais, professores, técnicos (psicólogos, assistentes sociais, etc.), assistentes operacionais e a comunidade envolvente. Só a cooperação entre todos permitirá reverter ou minorar esta problemática.

Sinais de Alarme

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Como sei que o meu filho está a ser vítima de maus-tratos psicológicos?

Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada.


Sinais de alerta da violência infantil

  • Ira intensa
  • Ataques de fúria
  • Irritabilidade extrema
  • Frustrar-se com frequência
  • Impulsividade
  • Auto-agressão
  • Poucos amigos
  • Dificuldade para prestar atenção
  • Inquietude física

Prevenir o bullying é que está o ganho

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Prevenir o bullying

Prevenir o bullying.

Prevenir o bullying é que está o ganho, já o velho ditado assim o dizia. E de facto, no dia em que se alerta para a necessidade de combater o bullying (20 de Outubro), vale a pena trocar algumas ideias.

Não, o Bullying não é uma coisa de crianças, e também não é normal e não nos dá mais força, pelo contrário, faz com que nas mais variadas situações nos sintamos mais fracos e incapazes. O que nos dá de mais é raiva, agressividade e desconfiança.

E sim, podemos prevenir e combater o bullying todos os dias e nas mais variadas situações. Por vezes destituímo-nos deste tipo de funções por acharmos que não é nada connosco, pelo facto de não tocar diretamente aos nossos filhos, por acharmos que estes se saberão desenvencilhar, e acima de tudo por acharmos que hoje em dia é que se dá demasiada atenção a estes assuntos. Ora, nada mais errado. Este assunto é sério e merece todo o respeito e envolvimento da comunidade.

Bullying não é e não pode ser encarado como mais um conflito entre os colegas, estes sim, são saudáveis e produzem crescimento, pois permitem-nos perceber o nosso espaço, o espaço do outro e conduzir a um crescimento pessoal e social. O bullying, pelo contrário, promove uma agressividade interna, um sentimento de solidão e uma sensação de que ninguém se importa connosco. Ora isto em nada serve para um crescimento saudável. Agora se nos focarmos nas divergências, nos constrangimentos, nas diferentes posturas que cada um assume e na maneira como o nosso filho com isso lida, aí sim, estaremos a ajudar. Em pequenas conversas com os nossos filhos, encarregandos, alunos, estaremos em condições de nos inteirar do seu nível de comunicação, das suas fragilidades, dificuldades, frustrações e exigências.

É, sempre foi, e sempre será um fator de proteção, a comunicação, pelo que devemos usar e abusar desta ferramenta. Portanto comunique com o seu filho, não se esqueça de lhe mostrar as suas emoções, pois estas servirão como espelho, como contentor e como motor de aprendizagem.

Por vezes, enquanto pais, tentamos proteger os nossos filhos das emoções mais negativas, mas é importante que eles as compreendam e saibam com elas lidar, pois de uma forma ou de outra, estas surgirão. É claro que não é preciso detalhar a raiz dos nossos problemas, para não os invadirmos, mas é importante que eles percebam que por vezes também temos dias maus, que nos aborrecemos com algumas pessoas, que nos sentimos tristes, zangados, mas que sabemos elaborar essas emoções e dar-lhes um desfeche, isto é, processamo-las, integramo-las e seguimos em frente.

Isto dá segurança e traquejo emocional e é isto que nós precisamos criar nos jovens. Este é um tempo de aumentar a sua liberdade, mas igualmente um tempo de criar uma rede, como aquelas que os trapezistas possuem como segurança. É claro que o que se pretende é que os próprios se vão adaptando, tal como quando o trapezista vai fazer o seu número nunca estará a pensar que vai cair, mas se olhar e vir a rede, esta funcionará como a alavanca que desencadeará uma maior segurança e estabilidade. E é isto que se pretende com os jovens.

Os pais são a rede dos filhos e a comunicação positiva é o fator determinante. Esta começa desde cedo, ainda quando as nossas crianças são muito pequenas. Se, a par e passo do seu crescimento, formos acompanhando as suas brincadeiras, a maneira como interpelam os bonecos, como progressivamente vão relatando e reproduzindo o dia-a-dia, dá-nos material deveras importante para conduzir a educação dos nossos filhos. O pré-escolar é pródigo em comportamentos e uma fase determinante para auxiliarmos no desenvolvimento e na estabilidade emocional.

Por isso aproveite para questionar o educador do seu filho acerca do relacionamento entre as crianças, inteire-se da maneira como o seu filho reage perante uma oposição dos colegas, de uma exclusão do grupo, de uma zanga. Queira saber se tem um amigo preferencial, se gosta de brincadeiras mais ativas, se prefere ficar no seu canto,… estas são questões fundamentais e que se não tivermos essa informação, estamos a perder um momento chave do desenvolvimento infantil.

As crianças vão crescendo e novos desafios se impõem, portanto, acompanhar a par e passo o crescimento emocional torna-se imperioso pois, por norma, a modalidade comportamental da criança acompanha-a e no primeiro ciclo novos desafios e constrangimentos podem surgir.

Lembre-se que cada ciclo escolar enceta uma panóplia de emoções, sensações e desafios, sabendo-se que na pré-adolescência e adolescência tudo assume proporções maiores. Por isso, criar uma comunicação saudável e positiva de base, serve de fator de proteção contra esta fase mais conturbada.

Saber como o nosso filho vê o mundo, como os que o rodeiam o percecionam, como funcionam em conjunto, como pensam no futuro, como projetam a sua vida, como falam dos outros, qual a sensibilidade para bens comuns, deve constar do conhecimento que os pais possuem dos seus filhos, pois só assim estaremos em condições de os auxiliar nas suas necessidades e de combater o bullying.

A sua presença na escola é igualmente importante, participe nas atividades que a escola promove, seja presença assídua e ativa e colabore com projetos que promovam o bem-estar dos jovens e da comunidade em geral.

Inteire-se da vida dos jovens, dos seus hábitos e costumes e aprenda mais sobre as redes sociais. Explique-lhes a consequência de certos comportamentos, elucide-os dos perigos das redes sociais, mostre-lhes vídeos e apresente-lhes alguns conteúdos úteis no aprofundamento destas temáticas, não negue o uso que os jovens fazem da internet. Só para ter uma ideia, a utilização da internet é superior ao uso da televisão, o que nos mostra que os hábitos estão a mudar, assim como o Snapchat é a rede social preferida pelos jovens, batendo o Facebook e o Instagram.

No dia de hoje reflita sobre todos estes conteúdos e agarre a possibilidade que o tempo outonal favorece e reúna toda a família aproveitando para dialogar, para promover tempo de qualidade e de diversão e até para encetar novos assuntos e novas formas de comunicar.

Lembre-se, mais vale prevenir que remediar.

Fonte: pumpkin.pt

Data: 30 Out 2016

Pergunte aos seus filhos: os pais são bondosos?

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Sea Sunsets Lifestyle Beach Happiness Family

Pois é, o mês das castanhas, da jeropiga, do verão de S. Martinho, já está de saída. Este que é um mês, por norma, fresco, mas com um par de dias em que o sol desponta e nos dá uma temperatura ideal para brincar de vendedores de castanhas e realizar 1001 atividades de exterior, vai agora descansar para chegar outro mês igualmente encantador. Se em novembro impera a lenda de S. Martinho e todos os valores a esta associado, Dezembro, com a sua época natalícia, aponta no mesmo sentido. Se nestes meses vivemos impregnados de conceitos que apelam à partilha e à bondade, porque não agarrar nestas temáticas e aproveitar para nos deleitarmos aos serões em torno destes valores tão nobres.

Agarrar nas lendas, nas épocas festivas, para desenvolver conversas em família, é um bem inestimável para a felicidade familiar. Reunirmo-nos em torno de um tema, olharmos para ele por entre os olhos de cada um dos membros, é de uma riqueza enorme, pois de forma simples e divertida, podemos ver como são os nossos filhos, o que pensam e como verbalizam o que sentem.

Se por vezes, nesta árdua tarefa de educador, ficamos confusos e sem saber se o que estamos a fazer é o mais acertado; imaginem os nossos filhos. Por isso, nada melhor que falar, nada melhor que nos questionarmos constantemente, pois é através de que progredimos e nos tornamos, a cada dia, melhores pessoas, melhores educadores, e melhores famílias. Pois então, e se novembro e dezembro nos trazem a bondade e a partilha, porque não começam por partilhar as suas dúvidas?

Provavelmente as maiores interrogações das famílias prendem-se com o dar o melhor exemplo, com a transmissão destes valores, com o saber se estarão a conseguir incutir o conceito de bondade e partilha de forma adequada, se serão capazes de fazer com que se descentrem da sua visão egoísta e individual. E acima de tudo, se estarão a fazer com que estes entendam a real dimensão das coisas e saibam ser ativos, passivos quando necessário, defensores, protetores, mas também guerreiros. 

Se todas estas dúvidas nos assolam, como esclarecê-las?

Através da partilha de experiências, é claro.

Podemos perguntar aos nossos filhos o que é para eles significa a palavra bondade e partilha;

se consideram que os seus pais são bondosos;

se acham que poderiam mudar algo para que fossem mais bondosos;

se gostariam que alguém fosse mais bondoso para eles;

se sabem ser bondosos, mas também defensores dos seus direitos e deveres…

Por entre estas pequenas questões podemos encontrar grandes ideias e acima de tudo grandiosas perspetivas e formas única de sentir as coisas. É que nem sempre os nossos filhos sentem e vêm as coisas da mesma forma que nós, aliás são raras as vezes em que isso acontece, e quase sempre, com a correria diária que a vida nos imprime, esquecemo-nos de aceder ao seu mundo interno e à sua peculiar forma de pensar a realidade.

Aproveite então e conte lendas, agarre nos dias temáticos e façam tertúlias caseiras, brinquem ao faz de conta, troquem de posições. Sejam os filhos e os vossos filhos os pais e façam as coisas acontecer. Vão ver que se vão surpreender com a forma como os vossos filhos consideram a tarefa de ser pai, e talvez se surpreenderão com a posição de ser filho, de ter aquela idade… e de fazer de um acontecimento simples, um problema daqueles.

Todos nós já tivemos aquela idade e se a ela voltarmos, bem sabemos o quão difícil pode ser…

Por isso, aproveite estes momentos que cada mês nos traz e reúna a família e debata as temáticas a eles associadas de forma descontraída e divertida. São estes momentos que tornam as famílias únicas e o local onde nos sentimos seguros e confiantes. Do qual temos inevitavelmente que sair, mas para onde apetece sempre voltar.

 

Fonte: pumpkin.pt

Data: 21 Out 2016

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