Para ti, professor

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Professor

Dia do professor e a sua importância na prevenção ao bullying

Ontem, para além de ter sido o Dia da Implantação da República, também se comemorou o dia do professor. Por ser feriado, e já com uma série de eventos familiares, não me foi possível escrever no próprio dia, mas mesmo assim, não quero deixar de prestar homenagem aos professores.

A ti que funcionas como o primeiro agente de socialização fora do ambiente familiar;

A ti que és uma fonte de inspiração para as crianças e até tens a capacidade de moldar as suas escolhas futuras;

A ti que te empenhas todos os dias para melhorar o conhecimento dos que passam pelas tua sala de aula;

A ti que te superas a cada dia e acompanhas o crescimento dos jovens;

A ti que aguentas os piores momentos e regressas no dia seguinte como se nada fosse;

A ti que utilizas as dificuldades como uma oportunidade de crescimento;

A ti que ajudas os mais inseguros a se capacitarem para a vida;

A ti que, mesmo sem saber, funcionas como conforto das crianças;

A ti que todos os dias reinventas as formas e os sons da tua sala de aula, te aguentas e ousas mudar;

A ti que tens uma importância fundamental na prevenção e combate ao bullying;

Aos meus amigos professores, aos meus familiares professores, aos meus professores;

A ti professor, o nosso muito obrigado.

O portalbullying, ao longo destes 10 anos de prevenção e combate à violência entre pares, tem-se cruzado com seres excecionais, que vestem a camisola, que estão 100% disponíveis para abraçar estas causas, que sofrem, lutam e se empenham por uma escola e por um mundo melhor.

Não podíamos não enaltecer este profissional num dia que é o seu, e num mês que se dedica à sensibilização e prevenção do Bullying.

Bullying: o que é e como lidar?

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A nossa contribuição para a PumpKin, aqui fica um excerto do artigo:

Dia 20 de Outubro assinala-se o Dia Mundial do Combate ao Bullying.

Nesta data tão importante, partilhamos este texto do Portugal Bullying, cuja mensagem não podemos deixar de sublinhar. Pais e professores podem encontrar neste portal material para descarregar e poder ser utilizado pelas escolas, numa forma de promover a consciência entre as abobrinhas.

Hoje é o dia mundial de combate ao Bullying.

Sabemos o que o Bullying é? Fazemos ideia das consequências do bullying? Sabemos distinguir um agressor de uma vítima? Conseguimos traçar perfis tipo para cada um deles?

A todas estas questões provavelmente todos dizemos que sim, pois de Bullying já todos percebemos, já todos, de uma forma ou de outra, ouvimos falar, sabemos o que é e até já lermos sobre, por isso, essa história do Bullying outra vez?…

Sim, outra vez. Pois falar de Bullying é muito mais que isto. Por vezes esta palavra, carregada de um simbolismo negativo, de uma banalização perigosa, faz com que desvalorizemos questões que necessitam de ser pensadas, olhadas e revisadas.

Falar de tudo isto é falar de nós, do que sentimos, do que vivemos, do que nos motiva, do que nos alegra, entristece, enfim é falar dos nossos sentimentos mais profundos, é conectarmo-nos com as emoções, pois sem emoção não funcionamos, ou melhor, podemos funcionar, mas convenhamos, não é a mesma coisa.

Somos seres de emoções, somos seres de razão, somos seres de contradição, mas somos seres de paixão

Continua…

Dia Mundial da prevenção ao Bullying

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Prevenção ao Bullying

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Prevenção ao Bullying, e quero aqui deixar algumas ferramentas para educadores, professores, técnicos e pais encetarem um diálogo à volta desta temática.

Mas antes, e para enquadrar a minha escolha pelos livros, deixo-vos aqui um artigo que escrevi para o blog Janela Clínica, em 26 de agosto de 2009:

“A MORTE DO PATO DONALD – avô conta-me uma história

A propósito deste tema lembrei-me de um artigo que li há algum tempo na revista Pública do Expresso do Dr. Daniel Sampaio. O artigo iniciava com uma pequena resenha a outro artigo “Os 25 mitos da Pediatria” no qual também se podia ler algumas inovações para pais e professores, mas Daniel Sampaio quis acrescentar a profunda mudança ocorrida nestes últimos anos e intitula o seu artigo como: A MORTE DO PATO DONALD

Depois de alguma procura consegui encontrar o artigo e transcrevo aqui alguns items que me parecem fulcrais para o assunto em questão.

“O quotidiano da criança mudou. Hoje vão cedo para a creche e não brincam na rua, o peluche caiu em desuso e o Pato Donald morreu. Um menino dos nossos dias que aprendeu a ler não se entretém com uma revista de quadradinhos do Tio Patinhas, como acontecia com os seus pais, até porque só com dificuldade a encontrará nas bancas. Mickey e Minnie, Donald e Margarida, Pateta e Clarabela são “casais” do passado, seres assexuados que só tinham sobrinhos (quem seriam os pais) e se entretinham com estórias que hoje nos parecem inverosímeis. O mundo de hoje é outro: telemóvel e computador, Game-Boy e Play-Station são utilizados com grande à-vontade por crianças pequenas…Tudo está diferente…Morreu o Pato Donald, viva o Pokémon!
A verdade é que nunca, como agora, se tornou tão importante o papel dos adultos junto dos mais novos: com tanta informação rápida, com as imagens a entrarem nas nossas casas deixando dúvidas sobre o que é real e virtual, com o mundo tão imprevisível e por vezes perigoso, apalavra dos familiares é cada vez mais relevante. Pela simples razão que é única e insubstituível: jamais um jogo eléctrónico ou uma pesquisa na internet substituirá a afectividade da narrativa do avô ou a palavra afectuosa de um pai…As crianças precisam de estimular a imaginação e de encontrar segurança na sua relação com os adultos mais importantes, os seus familiares. As famílias já não são três gerações à volta de uma lareira, mas continuam a ser o espaço emocional mais importante para os mais novos.”

Ora na relação que se estabelece entre criança-adulto-livro aparecem laços afectivos muito fortes e a cumplicidade da leitura permite-nos viver a experiência de compartilhar os sentimentos e as emoções que os livros nos proporcionam.

A emoção age principalmente na segurança das crianças, base de todo o desenvolvimento e é preciso dar e criar oportunidades para a expressão das emoções e sentimentos, para que a criança os reconheça e elabora, ora os livros, as narrativas, proporcionam tudo isto, já que são poderosos clarificadores de significados, permitem organizar o real e conceitos como bem/mal; bonito/feio; justo/injusto.

Plãtão refere que o valor educativo das histórias exerce um fascínio sobre a mente das crianças e Betelheim afirma que estas têm uma forte influência e ajudam na reconstrução das dimensões mais profundas do sentir e do pensar. ”

De 2009 para 2017 e mais específicamente para sinalizar o dia de hoje, sugerimos-lhe alguns livros que pode utilizar como mote para a prevenção e promoção das boas relações entre as crianças e jovens.

Especialmente para as faixas etárias do pré-escolar e primeiro ciclo deixamos-lhe alguns exemplos de livros que servirão muito bem o propósito:

Orelhas de Borboleta

Perigoso

Amor Monstro

Uma bicicleta à chuva, que também é recomendada para 5º e 6º ano

Todos eles tocam a diferença, a sensibilização para as características individuas de cada um, mas alertam para a necessidade de olhar mais além, do visual, do preconceito, do desconhecido.

São leituras que valem a pena e que ajudam os mais pequenos e os mais graúdos também.

 

Links e Recursos

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Professor

Aqui pode encontrar todos o links e recursos para identificar e compreender comportamentos que possam indicar as vítimas e agressores de bullying.

Filho é vítima de Bullying

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O seu filho é vítima de bullying?

Bullying é qualquer tipo de agressão entre pares (crianças ou jovens), em que um ou vários indivíduos abusam intencionalmente da sua situação de superioridade sobre a vítima, sem que tenha havido provocação prévia, e que ocorre, repetidamente, ao longo do tempo.

As intimidações e a vitimação não acontecem ao acaso; o bully, ou agressor, é mais forte a nível físico, tem um perfil violento e ameaçador, o que impede as vítimas de se defenderem ou de pedirem auxilio. As consequências são, potencialmente, graves.

É importante referir que as brincadeiras em que existe envolvimento físico, o “andar à luta” e outras formas de comportamento agressivo, mas que não têm a intenção de causar danos, não podem nem devem ser consideradas bullying.

Podemos classificar os envolvidos nas situações de bullying em três tipos: vitimas passivas, vítimas provocativas, que são simultaneamente agressores e vitimas, e os agressores (bullies).

Quanto aos tipos de bullying, podemos referir os seguintes: físico (bater, empurrar), mais usado pelos rapazes; verbal (ameaçar, chamar nomes, chantagear, contar segredos ou levantar rumores), mais usado pelas raparigas; social (exclusão do grupo de pares); cyberbullying (abuso através de meios eletrónicos e novas tecnologias da comunicação). A todos estes tipos de bullying está associado o psicológico.

O que fazer se suspeitar que o seu filho é vítima de bullying:

  • Incentivar a partilha de problemas, especialmente se notar alterações no comportamento: recusa em ir para a escola, queixas somáticas constantes (dor de cabeça, de barriga, tonturas…), mas sem insistir em demasiado.
  • Ouvir atentamente, sem críticas e julgamentos negativos, o relato de situações problemáticas e elogiar essa partilha.
  • Averiguar da veracidade do relato, discretamente.
  • Fazer um diário dos acontecimentos.
  • Abordar a escola (professor, diretor de turma, direção) e apresentar calmamente a situação para, conjuntamente, serem encontradas soluções.
  • Reunir regularmente com o interlocutor escolar para fazer o ponto da situação.
  • Aconselhar o jovem a procurar evitar o(s) agressor(es), especialmente se estiver sozinho, e a procurar ajuda junto dos adultos (professores, assistentes operacionais).
  • Tentar ‘treinar’ o que fazer na próxima situação (verbalizar «não, afasta-te de mim», etc.); deve enfrentar o bully mas não usar da agressividade e violência deste.
  • Monitorizar diariamente junto da criança/adolescente o problema, de forma calma e ponderada, e respeitando o tempo e a vontade da criança/adolescente.

As consequências das situações de bullying, quer a curto, médio ou longo prazo, são dramáticas e repercutem-se por todas as áreas da vida do indivíduo. Assim, o bullying pode afetar a saúde física, emocional e social das crianças envolvidas e ter consequências graves, tais como depressões e, em última análise, suicídio.

Os envolvidos em situações de bullying – vítimas, vítimas provocadoras, agressores e, inclusive, espectadores – devem ser encaminhados para acompanhamento psicológico ou outro, no sentido de minorar as consequências.

O bullying é um problema da sociedade, não só dos intervenientes. Quanto à escola, esta deve, em primeiro lugar, reconhecer o problema, querer resolvê-lo, definir prioridades e delinear programas de prevenção do bullying que simultaneamente envolvam alunos, pais, professores, técnicos (psicólogos, assistentes sociais, etc.), assistentes operacionais e a comunidade envolvente. Só a cooperação entre todos permitirá reverter ou minorar esta problemática.

Preparar os miúdos para o regresso à escola.

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Conhecimentos académicos e segurança emocional: como preparar os miúdos para a escola!

 

Setembro, esse mês tão desejado e temido. Para a maioria das pessoas Setembro enceta em si uma dualidade de sentimentos, se por um lado é um mês com temperaturas mais amenas (bem convidativas para quem saiu de um Agosto soalheiro e tórrido), por outro significa regressar à “normalidade” sendo esta aqui entendida como o retomar da vida que levávamos antes das férias. Horas de levantar e deitar mais rigorosas, lides da casa, comida, filhos com escola à porta…

Agosto já lá foi  e é preciso retomar; guardamos os bons momentos passados com a família, com os amigos, as experiências acumuladas, e lá vamos nós, rumo a mais um ano, sim, mais um ano, pois todos os pais, com filhos em idade escolar, regem-se mais pelo ano letivo, do que propriamente pelo ano civil.

Mas nem sempre é fácil retomar a vida que levávamos antes das férias; como acordar miúdos que estão agora habituados a levantar, na melhor das hipóteses, as 10h da manhã? Como torna-los mais activos, quando nas férias nada faziam, ou fartavam-se de fazer actividades de exterior e em casa apenas queriam ir para o sofá…. Não é por acaso que se diz que precisamos de férias das férias, mas quando os miúdos estão meses neste modo, como retomar?

O segredo, ou melhor, a maneira mais fácil, é a gradual. A cada dia vamos progressivamente deitando mais cedo, acordando mais cedo, relembrando certos afazeres diários, participando mais nas tarefas domésticas, redistribuindo as funções de cada um em casa, dando uma vista de olhos pelo material escolar, o que dá para aproveitar, o que temos que renovar, o que é impreterível adquirir e, aos poucos, começamos a falar uma linguagem mais escolar.

Para a maioria das crianças e jovens, estes meses de férias deixaram lá bem no fundo os conhecimentos adquiridos, o que é natural, mas alguns deles sentem a necessidade de reavivar os conteúdos anteriormente abordados para que, assim que a escola recomece, se sintam mais dentro das temáticas, outros jovens nem tanto, pelo que, se considera que o seu filho deveria dar uma vista de olhos na matéria anteriormente lecionada, ensine-lhe estratégias lúdicas, prazerosas, para que esta tarefa seja sentida como agradável e não aborrecida.

Não é difícil perceber que sem vontade tudo fica mais complexo, e o tempo gasto não rende, então mais vale pensar em maneiras alternativas de apresentar os conteúdos. Seja criativo e invente palavras cruzadas com a matéria que se quer reavivar, faça charadas acerca das temáticas em apreço, utilize jogos como o sudoku, brincadeiras com números, multiplicações, divisões utilizando as referências deles; agarre nas experiências que tiveram nas férias, nos desenhos animados nas séries que têm estado a ver,… enfim, traga um pouco das vivências dos miúdos e crie momentos de aprendizagem divertidos.

Para os mais pequenos pode realizar atividade simples, como fazer um bolo e solicitar que ajudem nas quantidades, pedir-lhes que vão à despensa buscar os ingredientes (para além de os implicar na leitura dos rótulos, estão a ajudar na organização espacial, pois uma despensa pode ser um verdadeiro enigma para quem não está habituado ao lugar das coisas; orientações como à direita de, atrás de, à frente, mais acima, mais abaixo… pode parecer pouco, mas acabam por ajudar a orientar), depois de confecionado podem cortá-lo às fatias e brincar com as parcelas. Pode, inclusive, fazer um lanche com as personagens que foram abordadas na escola, nas localizações mais importantes, nas margens dos rios…, enfim criar todo um enredo baseado nas aquisições prévias dos miúdos e que agora vale relembrar.

Se uma criança sentir divertimento nas aprendizagens, tudo se torna mais fácil. E assim, está também a aumentar o seu nível de confiança, pois uma criança que sente que domina o assunto torna-se mais capaz de lidar com as situações e até mesmo com o imprevisto, pois aprenderá que se se empenhar, se se interessar pelas coisas saberá e daqui retirará a lição que ninguém nasce ensinado, e se hoje não soubermos, mas formos procurar, amanhã já saberemos.

Um certo grau de insegurança é natural, mas limitarmo-nos a aprender pelo receio de errar deixa de ser natural, pois faz-nos acreditar que só podemos responder, arriscar, quando dominamos tudo. Princípio totalmente errado, uma vez que o erro é um momento de aprendizagem e não uma falha.

E não podemos deixar que os nossos filhos iniciem o ano letivo inseguros, temerosos e hesitantes. Se anteriormente falámos de renovar conteúdos académicos, agora urge falar na segurança emocional, na renovação dos laços de confiança com o próprio e com os outros, pois nem sempre o regresso à escola é sentido como prazeroso, como a oportunidade de recordar as longas conversas com os amigos, para contar as aventuras das férias, as idas ao bar, ao pátio… Para alguns a escola pode ser sentida como deveras ameaçadora, e nós pais, teremos consciência disso? Será que nos apercebemos de como funciona o nosso filho na escola?

Bem sabemos que as crianças e adolescentes podem assumir diferentes posturas na escola e em casa e estas até se podem tornar contrárias, mas saberemos nós, enquanto pais e encarregados de educação, ajudá-los? Conseguiremos estar ao nível das suas expectativas, ou simplesmente detetar quando algo não está a ir pelo melhor caminho? Saberemos iniciar uma conversação de forma clara e precisa, sem deitar tudo a perder (entenda-se aqui como aquela janela de oportunidade, aquela porta entreaberta que os jovens por vezes nos dão)?

De facto, nem sempre é fácil abordar temáticas complexas com os filhos, na maior parte das vezes os pais não sabem como, e os filhos fogem a sete pés. Aproveite estes dias que medeiam o início da escola e, tranquilamente, vá abordando as relações escolares, as facilidades ou dificuldades do regresso. Fomente no seu filho a capacidade de falar, de se emocionar, de gostar ou detestar, de mostrar a forma como concebe a vida, o que lhe é mais difícil de pensar, sentir e expressar, mas também o que lhe é mais fácil de comunicar. Perceba nele o que mais o irrita nos outros, o que o faz aproximar-se ou afastar-se de alguém, pergunte-lhe que características um amigo tem que ter, diga qual o seu conceito de amizade. Fale-lhe das suas próprias experiências, mostre-lhe que os conceitos mudam, que a amizade evolui, que as pessoas mudam, diga-lhe que podemos pertencer a diferentes grupos, que é natural que não gostemos de todos, assim como também é natural que nem todos gostem de nós, mas que isto não pode nem deverá ser motivo para encetarmos planos para nos vingarmos, para rebaixarmos ou deixarmo-nos rebaixar.

Mostre-lhe que nem tudo são rosas, mas que podemos evitar os espinhos por meio da forma como pensamos e agimos. Fale-lhe das novas tecnologias, e não negue que estas vieram para ficar, pelo contrário, integre-as na rotina dos seus filhos, e aprenda mais acerca delas. Pergunte-lhes que novas redes andam por aí, tente saber o que lhe agrada mais em cada uma, o que lhe agrada menos, perceba se o seu filho sabe os perigos associados à navegação, e como se proteger.

Se for mantendo este tipo de diálogo com o seu filho/educando, estará a preparar o terreno e se mais tarde, com o decorrer das aulas, houver alguma dificuldade, alguma complicação, eles terão maior abertura para o questionar, para lhe solicitar ajuda.

Não se esqueça que os seus filhos/educandos pensam de maneira diferente da sua e se mostrar uma atitude repressora e crítica, a tal janela de oportunidade que eles abriram, fecha-se num instante, portanto mais vale perceber como estes funcionam, como pensam, por onde navegam e depois tentar mostrar o melhor caminho, a melhor forma de se desenvencilharem das dificuldades.

Bom regresso às aulas!

 

Sinais de Alarme

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Como sei que o meu filho está a ser vítima de maus-tratos psicológicos?

Sempre que notar alterações no humor do seu filho, abatimento físico e psicológico, sem paciência para nada, mais alheado da família do que de costume, mais introspectivo, com piores resultados na escola, com queixas físicas permanentes (dor de cabeça, de estômago, fadiga), irritabilidade extrema, inércia. Se bem que muitos destes sintomas possam ser confundidos com a adolescência, é necessária uma atenção redobrada.


Sinais de alerta da violência infantil

  • Ira intensa
  • Ataques de fúria
  • Irritabilidade extrema
  • Frustrar-se com frequência
  • Impulsividade
  • Auto-agressão
  • Poucos amigos
  • Dificuldade para prestar atenção
  • Inquietude física

Decretada 3ª Idade ao Facebook

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Qual a proximidade que temos com as redes sociais mais utilizadas pelas crianças e jovens?

Qual o conhecimento que possuímos acerca da variedade de plataformas que existem?

São os nossos filhos digitais? Será que não as utilizam de todo?

Estas são questões que se nos devem afigurar e sobre as quais devemos pensar.

Imbuídos deste espírito feliz e de exploração das emoções mais básicas que se fez sentir um pouco pelas redes sociais (dia do pai e dia da felicidade), importa trazer para a conversação o uso que os jovens fazem destas plataformas, o impacto que estas possuem nas suas vidas e a diferença entre o conhecimento de pais e filhos.

Se estes são conteúdos amplamente disseminados, não estão de todo clarificados. E para um exercício parental mais saudável e feliz, importa perceber as diferenças que existem face ao uso entre jovens e adultos.

Se é certo que existe uma utilização massiva das redes sociais por parte de crianças/jovens/adultos/seniores, o certo também é que ela difere quanto ao seu conteúdo, forma, intensidade, proliferação e obviamente plataforma utilizada.

Se há uns anos atrás, num artigo que li do professor Daniel Sampaio, com um título eloquente –  A Morte do Pato Donald – referindo-se às profundas mudanças ocorridas nos últimos tempos, à quase extinção dos livros aos quadradinhos, à sua substituição pelos ecrãs – Viva o Pokémon – e ao menor investimento nas brincadeiras ao ar livre, colocando assim a tónica na alteração do paradigma familiar, hoje, passados quase dez anos, (não sei ao certo se este artigo era do ano de 2009, mas sei que escrevi acerca disso em agosto de 2009 (recuperarei em breve esse artigo)) estamos noutra era, as novas tecnologias são uma realidade na vida de qualquer criança e as redes sociais são uma realidade na vida dos jovens.

Fazendo uma analogia com o título do professora Daniel Sampaio – A morte do Pato Donald – Viva ao Pokémon, hoje podemos decretar a morte ao Facebook e celebrar a vida do Insta e do Twitter (entre outras).

O Facebook foi a primeira grande plataforma social que recolheu grande simpatia e utilizadores, mas hoje já não está seguramente na sua lista de preferências dos mais jovens. Aliás, ela até é catalogada “para os avós“, como tantas vezes ouço dizer.

Importa então saber quais as redes sociais preferidas dos mais novos, a forma como estas operam, o que lá se vai passando, e qual o grau de utilização.

O conhecimento e o diálogo em torno destas temáticas urge e se se torna difícil proibir, o que poderemos fazer é condicionar, limitar, sempre com base na comunicação, na abertura e no diálogo simples e emotivo.

Quando refiro que não estamos mais na era de proibir, quero dizer que apesar de em casa não permitirmos que os nossos filhos possuam esta ou aquela conta, esta ou aquela rede, estes podem a elas aceder na escola, na casa dos colegas, nos grupos a que pertencem, no meio onde passam mais tempo do seu dia-a-dia.

Portanto, melhor do que fazer de conta que elas não existem, é perceber quais são, o que permitem e como funcionam.

Perguntem aos vossos filhos as diversidades de plataformas sociais que existem, as profissões que estes almejam e como estes vêem o futuro.

Provavelmente surpreender-se-ão !

Dia Mundial da Saúde Mental

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Cuide da sua Saúde

Hoje comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental. Este dia nasceu pela mão da federação mundial de Saúde Mental (World Federation for Mental Health) em 1992, com o intuito de promover um diálogo em torno da prevenção e uma oportunidade para aumentar o conhecimento público sobre saúde mental.

Pretende também colocar nas agendas políticas a importância da saúde mental.

A definição de saúde mental da Organização Mundial de Saúde (OMS) vai para além da ausência de transtornos mentais ou deficiências, e é entendida como um aspecto vinculado ao bem-estar, à qualidade de vida, à capacidade de amar, trabalhar e de se relacionar com os outros.

A mesma organização alerta para alguns riscos que podem colocar em causa a saúde mental dos indivíduos;

rápidas mudanças sociais,

condições de trabalho stressantes,

discriminação de género,

exclusão social,

estilo de vida não saudável,

violência e violação dos direitos humanos.

Promover a saúde mental deve ser considerada como uma das maiores preocupações dos indivíduos, comunidades e sociedade em geral.

Cuidar de nós, dos mais pequenos, dos que nos são próximos, dos que nos são mais distantes, cuidar do ambiente, enfim, cuidar… deve ser apanágio de todos.

Dotar os mais pequenos de uma robustez psicológica torna-se fundamental. Ensinar-lhes a empatia, ampliar o seu bem-estar, reduzir ao mínimo a sua exposição ao stress, deve ser a missão de todos.

Robustos emocionalmente somos mais fortes fisicamente, mais corporativos, mais empenhados, mais disponíveis e mais mentalmente sãos

Já cuidou da sua saúde mental hoje?

 

Estratégias Educativas

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Estratégias Educativas segundo Tânia Paias

Estratégias educativas para evitar o aparecimento, ou ajudar a controlar condutas agressivas

Estabelecer limites claros
Definir quem é a autoridade – Autoridade vem do latim Auctorias que significa aumentar, fazer crescer, acrescentar. Se a autoridade for exercida com este significado estaremos a contribuir para garantir a segurança das crianças/alunos e a trabalhar no favorecimento da sua auto-estima.

É necessário reflectir para que serve a autoridade
Corrigir
Reforçar
Sancionar (mas de forma adequada – para que um castigo seja eficaz, deve ser pontual, e não frequente e proporcional à conduta, devendo cumprir-se necessariamente. Não deve ser contradito pelo outro cônjuge.

Manter um adequado nível de coerência entre os pais
É importante que haja uma concordância entre a disciplina da casa e da escola

É importante responsabilizar as crianças para os seus actos
Ensinar estratégias alternativas de resolução de conflitos
Trabalhar no sentido da aceitação da frustração

A não perder