Ana Daniela Soares conversa com Tânia Paias autora do livro – “Tenho medo de ir à escola”
Fonte: http://www.rtp.pt/play/p312/e144546/a-volta-dos-livros
Fonte: http://www.rtp.pt/play/p312/e144546/a-volta-dos-livros
Já alguma vez te perguntaste, ou se perguntou também, enquanto adulto, que tenta conduzir/orientar as amizades do seu filho/educando, sobre o que é ser amigo?
Considera que o conceito de amizade é igual nas diferentes idades?
Nem por sombras… Dizemos-lhe…
Então vale a pena indagar acerca do significado deste conceito, e para além de aprofundar a sua definição por entre as diferentes idades, importa perceber como cada criança e jovem o concebe individualmente.
É que muitas vezes a raiz da questão reside aqui, no facto de pensarmos e agirmos de uma maneira e de inconscientemente esperarmos o mesmo tipo de comportamento no outro.
Se isto não acontece….PRONTO…está aberto o caminho para nos desiludirmos, para ficarmos tristes e desapontados com o outro, validando este sentimento através do pensamento “Se gostasse de mim, ou se eu fosse importante, não me teria feito ou dito isto, pois eu nunca seria capaz de lhe fazer o mesmo”.
E o pior de tudo isto é que na maior parte das vezes sentimos apenas, e não verbalizamos. E ao somente sentir e nada dizer, estamos a abrir uma fenda na nossa segurança, estabilidade emocional e a promover sentimentos ambivalentes para com o outro, e acima de tudo para connosco.
E são estes sentimentos contraditórios que nos levam a estar atentos aos comportamentos dos outros e, ao mesmo tempo, nos fazem obter respostas confirmatórias para as nossas suspeitas de “pouca amizade” por parte dos outros.
Então, o que devemos dizer e fazer?
Acima de tudo, comunicar. Expressar as nossas emoções e as nossas sensações ajuda a que o outro nos compreenda melhor e a que nós também possamos compreender melhor o outro.
Por vezes as diferenças de atitude não são reflexo de que não se gosta do outro, simplesmente que não se tomou em consideração como o outro se poderia sentir, por não se pensar da mesma forma…
Daí que seja fundamentar desmontar todo este cenário que começou a ganhar espaço na nossa mente.
Já o velho ditado popular dizia: “A falar é que a gente se entende.”
Boas conversações 🙂
(creditos da imagem – Érica Santos – vencedora do concurso mês da Prevenção e Combate ao Bullying, no ano letivo 2017/2018)
Episódio IV
Já sabem que semanalmente trazemos novos episódios. Porque a Julieta representa o que se passa no país, reforçamos que se quiserem ver a vossa realidade aqui retratada, enviem-nos para
tania.paias@portalbullying.com.pt
Qual a proximidade que temos com as redes sociais mais utilizadas pelas crianças e jovens?
Qual o conhecimento que possuímos acerca da variedade de plataformas que existem?
São os nossos filhos digitais? Será que não as utilizam de todo?
Estas são questões que se nos devem afigurar e sobre as quais devemos pensar.
Imbuídos deste espírito feliz e de exploração das emoções mais básicas que se fez sentir um pouco pelas redes sociais (dia do pai e dia da felicidade), importa trazer para a conversação o uso que os jovens fazem destas plataformas, o impacto que estas possuem nas suas vidas e a diferença entre o conhecimento de pais e filhos.
Se estes são conteúdos amplamente disseminados, não estão de todo clarificados. E para um exercício parental mais saudável e feliz, importa perceber as diferenças que existem face ao uso entre jovens e adultos.
Se é certo que existe uma utilização massiva das redes sociais por parte de crianças/jovens/adultos/seniores, o certo também é que ela difere quanto ao seu conteúdo, forma, intensidade, proliferação e obviamente plataforma utilizada.
Se há uns anos atrás, num artigo que li do professor Daniel Sampaio, com um título eloquente – A Morte do Pato Donald – referindo-se às profundas mudanças ocorridas nos últimos tempos, à quase extinção dos livros aos quadradinhos, à sua substituição pelos ecrãs – Viva o Pokémon – e ao menor investimento nas brincadeiras ao ar livre, colocando assim a tónica na alteração do paradigma familiar, hoje, passados quase dez anos, (não sei ao certo se este artigo era do ano de 2009, mas sei que escrevi acerca disso em agosto de 2009 (recuperarei em breve esse artigo)) estamos noutra era, as novas tecnologias são uma realidade na vida de qualquer criança e as redes sociais são uma realidade na vida dos jovens.
Fazendo uma analogia com o título do professora Daniel Sampaio – A morte do Pato Donald – Viva ao Pokémon, hoje podemos decretar a morte ao Facebook e celebrar a vida do Insta e do Twitter (entre outras).
O Facebook foi a primeira grande plataforma social que recolheu grande simpatia e utilizadores, mas hoje já não está seguramente na sua lista de preferências dos mais jovens. Aliás, ela até é catalogada “para os avós“, como tantas vezes ouço dizer.
Importa então saber quais as redes sociais preferidas dos mais novos, a forma como estas operam, o que lá se vai passando, e qual o grau de utilização.
O conhecimento e o diálogo em torno destas temáticas urge e se se torna difícil proibir, o que poderemos fazer é condicionar, limitar, sempre com base na comunicação, na abertura e no diálogo simples e emotivo.
Quando refiro que não estamos mais na era de proibir, quero dizer que apesar de em casa não permitirmos que os nossos filhos possuam esta ou aquela conta, esta ou aquela rede, estes podem a elas aceder na escola, na casa dos colegas, nos grupos a que pertencem, no meio onde passam mais tempo do seu dia-a-dia.
Portanto, melhor do que fazer de conta que elas não existem, é perceber quais são, o que permitem e como funcionam.
Perguntem aos vossos filhos as diversidades de plataformas sociais que existem, as profissões que estes almejam e como estes vêem o futuro.
Provavelmente surpreender-se-ão !
A tolerância e aceitação para com o que foge à norma, ao que se está habituado, é a melhor forma de prevenir a violência entre pares.
Apoiar para libertar as falsas crenças é crescer para um mundo mais saudável, mais compreensivo e naturalmente mais alegre.
Porque teremos nós que educar as nossas crianças para os conceitos que são tradicionalmente aceites pela sociedade vigente. As nossas emoções, os nossos sentimentos não se regem por estatutos sociais, por etnias, por diferentes tons de pele, pois debaixo de tudo isto somos pessoas que possuem as mesmas necessidade básicas.
Necessidades estas de ditam a forma como nos iremos sentir e pensar, pois se educarmos para a igualdade, para a tolerância e para a compreensão, certamente teremos crianças mais iguais, sendo que a máxima sempre foi e sempre será, “todos iguais, todos diferentes”. Aqui quando digo crianças mais iguais, refiro-me à aceitação da diferença do outro como sinal da sua própria individualidade/condição, o que seja, mas que isso não a diferencie das vivências supostas para a sua idade.
Num mundo que muda a uma velocidade estonteante, mudemos também as nossas crenças, atitudes e forma como educamos os nossos filhos, educandos e alunos.
Necessitamos de mais crianças e jovens que se defendam, que defendam os outros e que se posicionem como igual ao outro, sem que este igual tenha que se referir ao mesmo tom de pele, aos mesmos gostos, interesses, estilos de vestir, pois é na diversidade que aprendemos a olhar sem criticar, sem julgar e sem retaliar.
Os jovens, que “sofrem” muito pelo contágio social, se deixem contagiar por atitudes como estas 🙂
A cada dia aumentam os casos de infetados, a cada dia os profissionais de saúde debatem-se com maiores dificuldades (a todos os níveis). O medo, a ansiedade, a incerteza, a preocupação, o cansaço, são ingredientes explosivos para colocar em causa a estabilidade emocional.
Estamos em estado de emergência, a medida levada a cabo pelo governo como forma de dirimir a pandemia que estamos a viver, mas também estamos em estado de emergência psicológica.
Vivemos momentos inéditos, de profundas alterações nas nossas dinâmicas individuais e familiares, e se a grande maioria pode optar por #ficaremcasa, os profissionais de saúde e todos os demais profissionais que asseguram os bens de primeira necessidade não o podem fazer. Vivem com preocupação, trabalham sob pressão, stress, ansiedade e regressam a suas casas, os que regressam (pois por vezes optam por dormir noutro local) com preocupação. Como outro dia uma amiga disse “vou com o coração nas mãos, mas com o sentido de missão”, e é para estes profissionais que o portalbullying disponibiliza apoio psicológico, para tentar minimizar os danos colaterais produzidos por este estado de emergência.
Estamos em crise e necessitamos de proporcionar a quem está na linha da frente estruturas de apoio para que não sucumbam emocionalmente.
Mais que nunca o apoio virtual assume-se como uma ferramenta de extremo valor, pelo que disponibilizamos duas modalidades, uma para apoio individualizado:
via skype (tania.paias@portalbullying.com.pt) 2ª e 5ª (11h às 12h30)
e outra para apoio psicossocial
via plataforma ZOOM (3ª 10h às 11h e 5ª 21h às 22h)
Procure-nos, é o pouco que podemos fazer para o tanto que estão a dar.
Este serviço pode ser procurado para todos os outros profissionais, mas os ligados à saúde serão prioritários devido às exigências do seu trabalho.