Bullying: um chat na net para denunciar a violência na escola

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Grupo de psicólogos lança o Portal Bullying para ajudar os alunos a romperem o silêncio e contarem as agressões de outros colegas

Entre André e Ricardo há um pacto de silêncio. O acordo entre os dois colegas da mesma escola não é formal, mas cada um cumpre a sua parte. André entrega as moedas que traz de casa e Ricardo não o persegue nem o ameaça à saída do balneário. Como a maioria das vítimas de bullying nas escolas portuguesas, André não conta a ninguém que fica aterrorizado sempre que a campainha toca e chega a hora do recreio. André e Ricardo são nomes fictícios usados para descrever um dos padrões mais comuns de bullying em meio escolar identificado por psicólogos e psiquiatras da adolescência e da infância – o segredo entre a vítima e o agressor.

Confessar aos pais ou aos professores as ameaças e humilhações de outros colegas é algo que poucas crianças conseguem, e foi por isso que a clínica de psicologia Psicronos criou o Portal Bullying. O site www.portalbullying.com.pt foi lançado esta semana e convida crianças e adolescentes a partilharem as suas experiências num chat de conversação.

Do outro lado do monitor está um psicólogo que responde em tempo real a todas as dúvidas. “Temos uma equipa de 20 técnicos que se encontram em sete cidades do país e tentam ajudar as crianças vítimas de bullying”, explica Tânia Paias, coordenadora do projecto. Além de fazerem aconselhamento, os psicólogos procuram encaminhar os alunos para os serviços sociais mais adequados na sua área de residência. Cada atendimento é feito com o máximo de sigilo para não intimidar nem afugentar quem procura ajuda: “Os psicólogos garantem a confidencialidade para que os utilizadores se sintam o menor desconforto possível ao contar as agressões que sofrem na escola.”

Por vezes o chat estará offline porque os 20 psicólogos que asseguram o funcionamento do portal não conseguem garantir fazê-lo em permanência: “Os técnicos acumulam este serviço com a sua profissão, logo a disponibilidade não será total”, avisa Tânia Paias. Nesses casos, a criança ou o adolescente deixa uma mensagem no chat e obtém a garantia de que haverá uma resposta “o mais depressa possível”.

Oferecer ajuda às vítimas de violência escolar é uma das prioridades, mas o Portal Bullying tem outros objectivos a cumprir a médio e longo prazo: “Os testemunhos recolhidos pelos nossos técnicos vão servir também para criar uma base de dados que permita avaliar a dimensão que este problema tem junto da população escolar em Portugal.” Diagnosticar o fenómeno em cada estabelecimento de ensino irá permitir aos psicólogos recolher e divulgar essa informação junto dos professores e dos directores das escolas: “Queremos usar o portal para dotar as escolas de instrumentos que permitam construir os seus próprios programas de prevenção, adaptados às características dos seus alunos”, conta Tânia Paias.

 

Catulo, K.
Bullying: um chat na net para denunciar a violência na escola
Bibliografia: Catulo, K. (2010). Bullying: um chat na net para denunciar a violência na escola.
i jornal, p.26.

Para ti, professor

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professor
Professor

Dia do professor e a sua importância na prevenção ao bullying

Ontem, para além de ter sido o Dia da Implantação da República, também se comemorou o dia do professor. Por ser feriado, e já com uma série de eventos familiares, não me foi possível escrever no próprio dia, mas mesmo assim, não quero deixar de prestar homenagem aos professores.

A ti que funcionas como o primeiro agente de socialização fora do ambiente familiar;

A ti que és uma fonte de inspiração para as crianças e até tens a capacidade de moldar as suas escolhas futuras;

A ti que te empenhas todos os dias para melhorar o conhecimento dos que passam pelas tua sala de aula;

A ti que te superas a cada dia e acompanhas o crescimento dos jovens;

A ti que aguentas os piores momentos e regressas no dia seguinte como se nada fosse;

A ti que utilizas as dificuldades como uma oportunidade de crescimento;

A ti que ajudas os mais inseguros a se capacitarem para a vida;

A ti que, mesmo sem saber, funcionas como conforto das crianças;

A ti que todos os dias reinventas as formas e os sons da tua sala de aula, te aguentas e ousas mudar;

A ti que tens uma importância fundamental na prevenção e combate ao bullying;

Aos meus amigos professores, aos meus familiares professores, aos meus professores;

A ti professor, o nosso muito obrigado.

O portalbullying, ao longo destes 10 anos de prevenção e combate à violência entre pares, tem-se cruzado com seres excecionais, que vestem a camisola, que estão 100% disponíveis para abraçar estas causas, que sofrem, lutam e se empenham por uma escola e por um mundo melhor.

Não podíamos não enaltecer este profissional num dia que é o seu, e num mês que se dedica à sensibilização e prevenção do Bullying.

À Volta dos Livros

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Ana Daniela Soares conversa com Tânia Paias autora do livro – “Tenho medo de ir à escola”

Fonte: http://www.rtp.pt/play/p312/e144546/a-volta-dos-livros

Sintomas de Bullying, Filhos e Cadilhos – Tânia Paias

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Tânia Paias, Directora do PortalBullying foi convidada do programa Filhos & Cadilhos no Porto Canal. Sintomas de Bullying foi o tema em análise.

Feliz ano 2018

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bdr

Saídos de um cenário buliçoso, eis que chegamos a 2018, um ano em que está tudo em branco, em que podemos reescrever a nossa história, pelo menos é nisto que a maioria das pessoas quer acreditar.

Nesta transição de ano fazem-se balanços, contas à vida, conta às passas, aos desejos que se querem pedir, às 12 badaladas e à sua cadência, para que a cada uma delas mastiguemos uma passa e peçamos um desejo. Para além destes pedidos também se fazem resoluções de ano novo, de estilos novos de vida, de deixar para trás algo que não se gosta, de melhorar algo que acabámos por não fazer, seja o de comer menos, (sim, porque até o nosso corpo, nesta altura do ano, já reclama), de iniciar ginásio, de deixar de fumar, de fazer isto ou aquilo, … um sem fim de coisas que prometemos que vamos fazer e umas outras tantas que prometemos deixar de fazer.

Mas até a questão das resoluções de ano novo são polémicas, há quem acredite, quem considere que não faz sentido nenhum, quem diga que não servem para nada…

Mas a verdade é esta, se só ficarmos pelo simbolismo da coisas, se não nos envolvermos a fundo para mudar aquilo que queremos ver alterado, de facto nada vai mudar. De que nos serve comer 12 passas e pedir desejos e depois não fazer nada para que estes aconteçam? Já lá vai o tempo em que se acreditava que se pedíssemos um desejo à estrela cadente, esta o concretizaria.

Nunca devemos deixar de sonhar, de acreditar e de alimentar o poder do imaginário, mas devemos igualmente encaminhar a nossa ação para a concretização dos nossos objetivos/sonhos.

Esta quadra natalícia faz-me lembrar um pouco as notícias sobre bullying, durante esta altura do ano estamos mais próximos uns dos outros, sentimo-nos mais solidários, atentos. As ruas estão bonitas, as cidades encantadoras, os mercados de natal respiram vida, boa disposição. Lembramo-nos deste e daquele, daquela prendinha especial, daquele miminho, e mesmo que não conheçamos muito bem as pessoas, somos igualmente atentos, disponíveis e carinhosos.

É O ESPÍRITO DO NATAL

Mas e a partir daqui? Quando as cidades voltam ao seu tom mais cinzento, menos buliçoso, menos apelativo?

E quando nas nossas casas desmontamos a árvore de natal e guardamos os enfeites, as luzes,…quando empacotamos tudo e guardamos na cave, roupeiro, sótão, despensa….

O que fazemos com o espírito da natal? É também ele guardado? Ou devemos alimentar a solidariedade, a entreajuda e o cuidado com o próximo…

Quando há uma notícia de bullying ,na comunicação social, tudo se agita, especialistas são convidados a falar (eu inclusive), debatem-se medidas, conhecem-se números, as pessoas revoltam-se, ficam mais atentas, mobilizam-se,…. mas e depois?

O que acontece depois?

A vida rotineira faz com que rapidamente nos esqueçamos, não porque queiramos, mas porque o dia-a-dia já nos desviou para outros assuntos. A velocidade a com que a informação nos chega, faz-nos dispersar…

Por isso, para 2018 desejo que não percamos o foco daquilo que é essencial e que o espírito do natal resida sempre em nós.

O futuro não é o lugar onde estamos indo, mas um lagar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo, muda tanto o realizador quando o destino. .

 

 

 

Unesco lançará orientações para governos sobre luta contra homofobia nas escolas em 2012

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Em 2012, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) vai lançar um documento com orientações a governos de todo o mundo para o enfrentamento da homofobia em ambiente escolar. O bullying contra estudantes LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e transexuais) foi tema de uma reunião promovida pela entidade esta semana no Rio de Janeiro, com a presença de especialistas de 25 países.

Ler mais em: Globo.com

Sabes ser AMIGO?

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Já alguma vez te perguntaste, ou se perguntou também, enquanto adulto, que tenta conduzir/orientar as amizades do seu filho/educando, sobre o que é ser amigo?

Considera que o conceito de amizade é igual nas diferentes idades?

Nem por sombras… Dizemos-lhe…

Então vale a pena indagar acerca do significado deste conceito, e para além de aprofundar a sua definição por entre as diferentes idades, importa perceber como cada criança e jovem o concebe individualmente.

É que muitas vezes a raiz da questão reside aqui, no facto de pensarmos e agirmos de uma maneira e de inconscientemente esperarmos o mesmo tipo de comportamento no outro.

Se isto não acontece….PRONTO…está aberto o caminho para nos desiludirmos, para ficarmos tristes e desapontados com o outro, validando este sentimento através do pensamento “Se gostasse de mim, ou se eu fosse importante, não me teria feito ou dito isto, pois eu nunca seria capaz de lhe fazer o mesmo”.

E o pior de tudo isto é que na maior parte das vezes sentimos apenas, e não verbalizamos. E ao somente sentir e nada dizer, estamos a abrir uma fenda na nossa segurança, estabilidade emocional e a promover sentimentos ambivalentes para com o outro, e acima de tudo para connosco.

E são estes sentimentos contraditórios que nos levam a estar atentos aos comportamentos dos outros e, ao mesmo tempo, nos fazem obter respostas confirmatórias para as nossas suspeitas de “pouca amizade” por parte dos outros.

Então, o que devemos dizer e fazer?

Acima de tudo, comunicar. Expressar as nossas emoções e as nossas sensações ajuda a que o outro nos compreenda melhor e a que nós também possamos compreender melhor o outro.

Por vezes as diferenças de atitude não são reflexo de que não se gosta do outro, simplesmente que não se tomou em consideração como o outro se poderia sentir, por não se pensar da mesma forma…

Daí que seja fundamentar desmontar todo este cenário que começou a ganhar espaço na nossa mente.

Já o velho ditado popular dizia: “A falar é que a gente se entende.”

Boas conversações 🙂

(creditos da imagem – Érica Santos – vencedora do concurso mês da Prevenção e Combate ao Bullying, no ano letivo 2017/2018)

Sofreu até se atirar ao rio

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‘Ele faltou à última aula da manhã. Quando saímos, encontrámo-lo num canto. Tinham-lhe batido. Durante a hora do almoço, voltaram a bater-lhe. Ele não aguentou, saiu a correr e disse que ia saltar da ponte. Segurámo-lo, mas ele foi mais forte, correu, tirou a roupa e atirou-se’, descreve o primo de Leandro, Ricardo Nunes, de 14 anos.
DISCURSO DIRECTO
‘O BULLYING VEICULA MEDO E SILÊNCIO’,
Tânia Paias, Psicóloga e Investigadora na Área do Bullying
Correio da Manhã – Existe um perfil-tipo da vítima?
Tânia Paias – São crianças ou jovens mais tímidos ou que têm alguma particularidade que pode ser alvo de brincadeira por parte dos colegas.
– Quais os sinais a que os pais devem estar atentos?
– O bullying veicula o silêncio e o medo. Um olhar menos atento não percebe o que se passa. Sinais como perda de apetite, irritabilidade, dores de cabeça ou estômago, falta de vontade de ir à escola e isolamento são, muitas vezes, confundidos com a própria adolescência.
– Que complicações existem para a vítima?

– Algumas situações prolongam-se durante anos e isso pode ter complicações na idade adulta, como falta de confiança em si próprio ou incapacidade de se relacionar com alguém.

Ler mais em: http://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/sofreu-ate-se-atirar-ao-rio?act=0&est=Aberto

 

Não Me Calo

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Hoje, no Dia Mundial de Combate ao Bullying divulgamos uma das histórias que integra um projeto que dois jovens decidiram levar a cabo:

O Projeto NÃO ME CALO

Esta é a história do João.

Para o João, a palavra gay nunca foi uma ofensa. Habituou-se a ouvi-la desde tenra idade, aquela em que ainda não é suposto ter-se contacto com a maldade das pessoas. Encarava esta palavra pacificamente porque a sua mãe o educou bem. Contudo, os colegas e conterrâneos do João tentavam rebaixá-lo repetidamente com injúrias como paneleiro, bicha, MARICAS ou mariconço.

Não foram raros os casos de assédio verbal, de empurrões nos intervalos e de material escolar roubado ou danificado. Também não foram raras as vezes em que o João chegava a casa e, por vergonha ou receio de represálias, se calava e fingia que estava tudo bem.

Mais grave ainda, aquele ambiente de opressão e ódio parecia ser completamente aceite por alguns professores e funcionários da sua escola, no Sardoal. Virava-se a cara e fechava-se um olho “porque era filho deste, filho daquela”. Perpetuava-se, assim, a desculpabilização e normalização daquele tipo de comportamentos ofensivos. Atualmente, muitos desses professores e funcionários ainda trabalham na escola antiga do João, mas ele tem esperança de que ela agora seja habitada por uma geração de alunos muito diferente daquela com a qual ele se cruzou na época.

A exposição a este tipo de ódio e maldade nos seus anos formativos mais importantes explica muitas das complicações que o João transportou para a vida adulta. Ele era um jovem altamente ansioso e dependente das expetativas dos outros; era acanhado, envergonhado e calado. Era-o porque o ambiente a que esteve exposto o ensinou a ser desconfiado, a procurar a maldade em cada gesto.

Hoje, o João conseguiu ver-se livre desses complexos e dessas companhias. Deixou florescer uma pessoa que ele acredita que sempre foi: aberta, dinâmica, interessada, (demasiado) faladora e que aprende, um pouco todos os dias, a ver a bondade antes da maldade.

Durante muito tempo, o João aceitou a negatividade que vinha daquelas ofensas. A superação desse ódio, que ele acredita ser fruto da ignorância típica de quem não teve uma boa educação, vem com o ignorar ou dar a cara por isso. Quando se aceita a ofensa com um sorriso e só se devolve educação e postura desarma-se o agressor: E DAÍ? Vem daí.

TOTTO – Outubro Prevenção ao Bullying

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Outubro é o mês de prevenção ao Bullying e como já é hábito, temos material novo para divulgares na tua escola.

Para teres acesso ao novo material de prevenção da TOTTO na tua Escola, entra em contacto connosco através do email tania.paias@portalbullying.com.pt

Boas aulas.

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