Medidas de segurança têm de começar com os pais

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CONFAP e CNIP consideram que donos das armas devem ser responsabilizados e há que averiguar possível caso de ‘bullying’.

As associações de pais defendem que os encarregados de educação também devem ser responsabilizados por situações de violência, como a que aconteceu ontem no Externato Carvalho Araújo, em Braga.

Ler mais em: http://www.dn.pt/

Bullying Escolar

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Bullying Escolar

Bullying Escolar, esteja atento.

Bullying Escolar, atualmente é falar de violência escolar. O termo bullying foi cunhado por Dan Olweus numa das suas investigações sobre tendências suicidas em adolescentes. Bullying é toda a violência não física, todo o tipo de agressão e condutas verbais, desde os simples insultos, a fazer piadas e gozar com a criança, o uso de alcunhas cruéis, ridicularizar, etc.. Bullying é uma forma de pressão social que acarreta, por vezes, traumas muito importantes na vida dos alunos que são sujeitos diariamente a este tipo de maus-tratos.

A escola é um dos contextos em que o Bullying mais se faz sentir uma vez que se encontram num mesmo espaço muitas crianças e que se torna difícil para os adultos vigiarem todos os comportamentos e intervirem atempadamente. Num estudo recente, a Margarida Gaspar de Matos e colaboradores apuraram que 57.5% dos alunos entre os 11 e os 16 anos estão envolvidos em comportamentos provocatórios. O Bullying, ocorre como qualquer outra forma de assédio ou maltrato. É perpetrado, habitualmente, por crianças que têm, por qualquer motivo, mais força ou poder do que a vítima; o agressor acusa a vítima de ser responsável pelo abuso e maltrato a que foi sujeita. A vitima muitas vezes sente-se verdadeiramente responsável pelo que aconteceu, a culpa é dela, por ser feia, gorda, fraca, etc..

Esta forma de violência passa, na maior parte das vezes, despercebida aos olhos dos pais, dos professores e da sociedade em geral. A vítima de bullying pode sofrer este tipo de maltrato durante muito tempo sem que ninguém perceba o que se está a passar. O agressor exerce uma enorme pressão, incutindo medo e ameaçando retaliar para que a vitima se mantenha em silêncio. Muitas vezes, os pais e os professores só notam que se está a passar alguma coisa grave quando observam os efeitos dos danos desta pressão, que se manifestam sob a forma de fobia à escola, baixo rendimento escolar, depressão e doenças psicossomáticas.
Observarmos este tipo de problemas numa criança ou num jovem não significa que ele esteja a ser vítima de bullying, há muitas outras razões possíveis; mas ser vítima de bullying é uma hipótese a investigar com seriedade. O bullying deve ser travado o mais rapidamente possível.
A vítima de bullying deve ser apoiada por um psicólogo porque apresentará, com toda a certeza, um sofrimento psíquico importante. O agressor também deve ser acompanhado porque o exercício persistente e continuado de bullying é revelador de um enorme mal-estar interno. O autor de bullying vê a violência como uma forma de alcançar poder.

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Por Tânia Paias e Ana Almeida

Regulamento do Concurso 2019 – Outubro mês da prevenção ao Bullying

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Apresentação da Entidade

O PortalBullying é um centro de ajuda online fundado a 30 de janeiro de 2010 (por ser o dia da não violência e da educação pela paz) e funciona como uma ferramenta de auxílio na disseminação da violência entre pares, fomentando o diálogo e a partilha de experiências. Através das novas tecnologias oferecemos um serviço especializado em casos de Bullying e Cyberbullying. Aqui os jovens podem participar no fórum, discutir sobre alguns temas ou enviar as suas dúvidas. O chat permite “falar” com um técnico, em anonimato, e esclarecer, em tempo real, as angústias sentidas. Quando o chat não está online, há sempre uma resposta por e-mail.) Pais e toda a comunidade educativa também encontrarão o material necessário para fazer face às dificuldades sentidas no que respeita à relação entre pares.

Esta página é da responsabilidade da Drª Tânia Paias, especialista na avaliação e no acompanhamento das problemáticas associadas à violência entre pares.

A nossa missão é facilitar o ajuste emocional e intelectual das crianças e jovens, dar suporte à comunidade educativa e família e promover atitudes preventivas que facilitem o ambiente escolar.

O PortalBullying pretende consciencializar para a importância das atitudes individuais e coletivas na promoção das boas relações.

Âmbito da Ação

Sensibilizar e contribuir para a mudança do ambiente escolar, prevenir e fomentar relações saudáveis entre os jovens. Sabendo que a escola é um espaço que congrega várias realidades económicas, sociais e faixas etárias distintas, e que o efeito grupo assume especial destaque, e que a agressividade é algo inerente à condição humana, torna-se necessário pensar em estratégias que promovam uma vivência mais salutar, que apelem à cidadania, à empatia, ao respeito por si e pelos outros. Fomentar e permitir que alunos, professores e demais funcionários do espaço educativo usufruam de ambientes mais agradáveis e com cidadãos que defendam e se impliquem em causas nobres, é responsabilidade de todos.

Aproveitar Outubro como o mês de prevenção ao Bullying e promover na escola um espaço de aprendizagem que vá muito para além dos conteúdos pedagógicos, torna-se fundamental. Pretendemos assim auxiliar os jovens neste crescimento enquanto cidadãos plenos dos seus direitos e deveres, conscientes dos seus atos, dos seus valores morais, estéticos e étnicos, que saibam atender às suas necessidades, mas também às necessidades dos outros.

Atuar junto de uma população que é mais permeável, vulnerável e em plena fase de definição de interesses e valores, faz com que estas iniciativas assumam especial destaque e pertinência. Auxiliar os agrupamentos de escolas neste processo torna-se imperativo. Todos pretendemos uma sociedade mais justa, equitativa e solidária, com jovens empreendedores e que se impliquem e envolvam numa causa, por isso temos que tornar esta a nossa missão.

Público Alvo

Destina-se a todos os agrupamentos de escolas básicos e secundários, com alunos compreendidos entre o ensino pré-escolar e o ensino secundário, do território nacional.

Conta com vários parceiros, promovendo uma competição saudável entre os agrupamentos e premiando os 5 trabalhos, de entre as diferentes modalidades a concurso, que melhor representem a temática em apreço.

Objetivos

Colaborar ativamente na sensibilização de Outubro – mês de prevenção ao Bullying e alicerçar outras formas de auxílio à comunidade educativa;

Alertar, sensibilizar e auxiliar na prevenção ao bullying;

Prevenir comportamentos de risco;

Capacitar os jovens para a ação e incentivá-los na adoção de um papel ativo na comunidade escolar;

Condições

Para participar cada agrupamento de escolas terá que se registar no site do portalbullying (canto superior esquerdo) e preencher o formulário do concurso

O envolvimento de cada escola pressupõe a execução de material criativo (vídeos, ilustrações, fotografias, poemas e frases) que exemplifique boas práticas nas relações entre os jovens.

Em cada escola tem que haver um professor responsável pelas atividades;

O material tem que ser enviado para o email concurso@portalbullying.com.pt até as 23h59m do dia 31 de Outubro e deve conter, no corpo do texto, os mesmos itens do formulário. A omissão destes dados, fará com que o trabalho não seja considerado.

O material será utilizado pelo portalbullying nas suas ações de promoção e sensibilização relacionadas com a temática em apreço.

Todas as escolas aderentes comprometem-se a divulgar as plataformas do portalbullying que servem o propósito do concurso, bem como asseguram a boa utilização do material disponibilizado.

Cada uma das modalidades a concurso, terá divulgação por entre as diferentes redes sociais do portalbullying (youtube, instagram e twitter)

Avaliação dos projetos

A votação decorrerá nas diferentes plataformas do portalbullying (facebook e youtube) e 5 os trabalhos com mais likes, de cada categoria a concurso, serão selecionados para avaliação do júri do concurso.

Júri

Será composto por especialistas das áreas inerentes à temática dos trabalhos. A decisão final não é passível de recurso.

Prémios

Serão entregues aos vencedores de cada categoria Vídeo/ Ilustração I Fotografia / Poema / Frases:

um exemplar do livro Tenho medo de ir à escola, 2014 Esfera dos Livros (com histórias reais de vítimas de bullying e cyberbullying e histórias motivacionais)

Uma mochila da marca TOTTO

Cartazes e flyer´s preventivos

Cronograma

Outubro –  recolha de material. Último dia de entrega o 31.

Novembro

  • 3 a 7: carregamentos dos trabalhos nas plataformas
  • 10 a 14: análise e votação externa do material
  • 17 a 21: avaliação pelo júri do concurso
  • 24 a 28: divulgação dos resultados

Os agrupamentos vencedores serão contactados para articular a melhor forma de entrega dos prémios

Disposições finais

O portal reserva-se o direito de, em qualquer altura e caso necessário, alterar e aditar o presente regulamento, sem necessidade de comunicação prévia.

A candidatura das escolas pressupõe o conhecimento e aceitação dos termos e condições previstas no presente Regulamento.

Qualquer participante que viole o regulamento do concurso, e que faça uso de conduta imprópria e se aproprie de qualquer material preventivo sem o uso para que está destinado, será excluído. Também serão excluídas as escolas cuja participação seja realizada com recurso a dados falsos e que não respeitem os pressupostos base.

As escolas comprometem-se a divulgar (pelas redes sociais, plataformas online e associação de pais) todo e qualquer material que se reporte ao concurso.

O portal reserva-se o direito de alterar, atrasar ou prolongar esta iniciativa, ou até mesmo de a cancelar, sempre que se verifique atividade ilegal ou fraudulenta, ou qualquer condição que afete o bom funcionamento da mesma. Tal situação pressupõe igualmente o cancelamento dos prémios a atribuir.

As escolas/participantes aderentes devem autorizar a utilização de todo o material resultante da participação no projeto, assim como este deve possuir o logo do portal e respetivos links das suas páginas.

Fontes de Inspiração, John Cena surpreende os fãs

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John Cena surpreende os fãs

Todos os jovens necessitam de fontes de inspiração, por isso é que o nosso trabalho se assume como fundamental. Permitir transformar a tristeza, o desamparo, a solidão e o lado mais difícil da vida, em força para nos impulsionarmos em direcção ao futuro e rumo à melhoria da nossa vida, é e deve sempre ser a nossa máxima.

assistam ao vídeo e comovam-se:)

John Cena Reacts

I’m not crying…you are crying…Thanks to John Cena and his fans for opening up and sharing their experience.

Publicado por Cricket Wireless em Segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

Coisas de miúdos??

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Todos precisamos agir contra o maltrato entre jovens

O Bullying, muitas vezes é associado a coisas de miúdos, e na maior parte dos casos, é por isso mesmo, banalizado, ignorado e incompreendido…

Um vídeo que integrou o mês da prevenção e combate ao Bullying na América, foi levado a cabo numa cadeia de fast food, em que foi feito um paralelismo entre uma agressão a um hambúrguer e uma agressão a um jovem, levada a cabo por um grupo de “amigos”, realçou que 95% das pessoas reclamavam mais facilmente o estado do hambúrger, do que a humilhação a que o jovem estava a ser sujeito.

It´s not Okay. O que reclamamos em primeiro lugar???Todos precisamos agir contra o maltrato entre jovens

Publicado por PortalBullying em Segunda-feira, 23 de Outubro de 2017

Mesmo que fosse perceptível no rosto de muitos o desagrado, o incómodo, pouco ou nada fizeram, para além de olhar e provavelmente internamente reprovar o acto, mas não é desta forma que conseguimos alterar os comportamentos mais nocivos, não é nem deve ser este o caminho…

É mais fácil não fazer nada, mas que caminho é este? Que sociedade estamos a criar, que legado deixamos aos nossos filhos, aos que olham para nós como um exemplo a seguir.

O vídeo que aqui vimos, coloca a tónica numa pequena percentagem de pessoas que se insurgem, que agem, que fazem a sua parte para defender o jovem e para mostrar aos que estão a agredir que o caminho não é esse. Se formos coniventes com a violência os jovens irão continuar a acreditar que esta é um meio para atingir um fim, agora se a reprovarmos, se nos mostrarmos, em toda e qualquer situação e circunstância contra, então talvez esta cultura de violência, de humilhação possa ser entendida como algo desagradável, como algo a não repetir.

O vídeo que o portalbullying lançou no dia 20 deste mês pretende mostrar exatamente que as nossas atitudes fazem a diferença e que não nos basta apenas observar, há que agir, há que mudar

Portanto, vamos ajudar?????

veja ou reveja o vídeo:

Muda de atitude e combate o Bullying

Sabes ser AMIGO?

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Já alguma vez te perguntaste, ou se perguntou também, enquanto adulto, que tenta conduzir/orientar as amizades do seu filho/educando, sobre o que é ser amigo?

Considera que o conceito de amizade é igual nas diferentes idades?

Nem por sombras… Dizemos-lhe…

Então vale a pena indagar acerca do significado deste conceito, e para além de aprofundar a sua definição por entre as diferentes idades, importa perceber como cada criança e jovem o concebe individualmente.

É que muitas vezes a raiz da questão reside aqui, no facto de pensarmos e agirmos de uma maneira e de inconscientemente esperarmos o mesmo tipo de comportamento no outro.

Se isto não acontece….PRONTO…está aberto o caminho para nos desiludirmos, para ficarmos tristes e desapontados com o outro, validando este sentimento através do pensamento “Se gostasse de mim, ou se eu fosse importante, não me teria feito ou dito isto, pois eu nunca seria capaz de lhe fazer o mesmo”.

E o pior de tudo isto é que na maior parte das vezes sentimos apenas, e não verbalizamos. E ao somente sentir e nada dizer, estamos a abrir uma fenda na nossa segurança, estabilidade emocional e a promover sentimentos ambivalentes para com o outro, e acima de tudo para connosco.

E são estes sentimentos contraditórios que nos levam a estar atentos aos comportamentos dos outros e, ao mesmo tempo, nos fazem obter respostas confirmatórias para as nossas suspeitas de “pouca amizade” por parte dos outros.

Então, o que devemos dizer e fazer?

Acima de tudo, comunicar. Expressar as nossas emoções e as nossas sensações ajuda a que o outro nos compreenda melhor e a que nós também possamos compreender melhor o outro.

Por vezes as diferenças de atitude não são reflexo de que não se gosta do outro, simplesmente que não se tomou em consideração como o outro se poderia sentir, por não se pensar da mesma forma…

Daí que seja fundamentar desmontar todo este cenário que começou a ganhar espaço na nossa mente.

Já o velho ditado popular dizia: “A falar é que a gente se entende.”

Boas conversações 🙂

(creditos da imagem – Érica Santos – vencedora do concurso mês da Prevenção e Combate ao Bullying, no ano letivo 2017/2018)

Internet Segura – Relações Virtuais

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Numa era altamente tecnológica, de profundas e rápidas mudanças, de potencialidades e perigos, estaremos preparados para os desafios que os nossos filhos/alunos trazem? Poderemos descartar o uso diário das novas tecnologias? Estaremos em condições de auxiliar nas suas dúvidas e anseios?

Os adolescentes despendem muitas horas frente ao computador, estão na internet, vivem ali e utilizam-na para variados fins, esta é uma ferramenta básica das relações sociais e de identidade, mas o uso indevido faz com que se transforme numa poderosa arma destrutiva, eficaz na humilhação e destruição da imagem social, traduzindo-se em situações de risco para os jovens.

Torna-se, portanto, imperativo fazer uma reflexão acerca desta temática e compreender os desafios que esta nova geração comporta, a complexidade das relações virtuais e saber como potenciar um adequado uso, conhecendo as suas potencialidades, os seus perigos, mas operando numa adequada gestão destas ferramentas.

Cabe-nos, enquanto pais, educadores, profissionais, conhecer o tipo de efeito que estas ações causam na vida dos jovens que com elas convivem diariamente, para poder fomentar atitudes positivas face ao respeito e à convivência no espaço Web, para que as redes sociais nas quais os jovens se inserem, sejam saudáveis e livres de violência.

Um dos grandes desafios para a humanidade é a compreensão da individualidade de cada um e do seu comportamento em grupo. Sabemos que, por mais que conheçamos uma pessoa na sua singularidade, o efeito grupo pode ampliar ou diminuir comportamentos e que é a leitura emocional que fazemos, no imediato, no aqui e no agora, que irá permitir refrear impulsos e adequar atitudes. Ora, na era tecnológica, como poderemos nós conhecer uma pessoa que se apresenta do lado de lá. Do lado de lá do computador, do lado de lá do mundo; como conhecemos o lado mais íntimo de alguém que está presente todos os dias no nosso lar, mas com quem ainda não tivemos qualquer contacto face a face?

Porventura alguns, talvez os mais céticos, dirão que tal não é possível, mas o que dirão os mais novos? Como encetam eles relações? Como convivem nos dias de hoje?

É possível dizer-lhes que este tipo de relação não existe? Estaremos nós em condições de proibir tais façanhas? Na realidade estas relações existem sim, na realidade elas vieram para ficar e a sua não aceitação, a sua negligência, só vai dificultar a natural discussão familiar entre comportamentos adaptativos, desejados e, acima de tudo, não promoverá uma aproximação entre gerações.

Para prevenir temos que saber qual a realidade dos jovens, como pensam e se comportam. Só por esta via estaremos em condições de ativar consciências e alterar comportamentos. Compreender as relações adolescentes, os avanços tecnológicos e estar disponível para aceitar novas visões é um caminho para a mudança, para a integração e para o futuro.

A essência humana é relacional, mas que existem profundas alterações na sociedade que justificam um olhar mais atento, e um foco distinto, é inegável. As relações virtuais são profundamente diferentes das relações presenciais, e esta profunda alteração que a internet promoveu, para além de convidar à conversa, convida à livre agressão, aos discursos inflamados, violentos (discurso do ódio) e as suas consequências podem ser devastadoras. Como conseguiremos comunicar com tanta maledicência, com tamanha violência?

Hoje somos mais críticos e, se por um lado, a crítica é motor de desenvolvimento, por outro, esta aguça a violência; então o problema certamente reside na forma como se critica, na forma como comunicamos e nos meios que utilizamos para chegar a um fim.

Tânia Paias

Diretora Portalbullying

www.portalbullying.com.pt

Paias, T. (2014). Tenho medo de ir à escola. Lisboa: Esfera dos livros

Prova Oral – Bullying com Tânia Paias

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Prova Oral com Tânia Paias

Fernando Alvim convida Tânia Paias para o programa Prova Oral. O mote para esta conversa é sobre “Tenho medo de ir à escola”. A autora Tânia Paias, Psicólogo de profissão e diretora do PortalBullying escreveu este livro recorrendo a casos reais para tenta dar respostas concretas às dúvidas que assaltam pais, educadores e os próprios jovens. Afinal, o bullying é algo muito real e sérioe não podemos fechar os olhos – é preciso atuar.

Fonte: Prova Oral

Marcelo Rebelo de Sousa recomenda “Tenho medo de ir à Escola”

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Marcelo Rebelo de Sousa Recomenda livro, "Tenho medo de ir à escola"

Marcelo Rebelo de Sousa recomenda o livro de Tânia Paias “Tenho medo de ir à Escola

Prevenir o bullying é que está o ganho

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Prevenir o bullying

Prevenir o bullying.

Prevenir o bullying é que está o ganho, já o velho ditado assim o dizia. E de facto, no dia em que se alerta para a necessidade de combater o bullying (20 de Outubro), vale a pena trocar algumas ideias.

Não, o Bullying não é uma coisa de crianças, e também não é normal e não nos dá mais força, pelo contrário, faz com que nas mais variadas situações nos sintamos mais fracos e incapazes. O que nos dá de mais é raiva, agressividade e desconfiança.

E sim, podemos prevenir e combater o bullying todos os dias e nas mais variadas situações. Por vezes destituímo-nos deste tipo de funções por acharmos que não é nada connosco, pelo facto de não tocar diretamente aos nossos filhos, por acharmos que estes se saberão desenvencilhar, e acima de tudo por acharmos que hoje em dia é que se dá demasiada atenção a estes assuntos. Ora, nada mais errado. Este assunto é sério e merece todo o respeito e envolvimento da comunidade.

Bullying não é e não pode ser encarado como mais um conflito entre os colegas, estes sim, são saudáveis e produzem crescimento, pois permitem-nos perceber o nosso espaço, o espaço do outro e conduzir a um crescimento pessoal e social. O bullying, pelo contrário, promove uma agressividade interna, um sentimento de solidão e uma sensação de que ninguém se importa connosco. Ora isto em nada serve para um crescimento saudável. Agora se nos focarmos nas divergências, nos constrangimentos, nas diferentes posturas que cada um assume e na maneira como o nosso filho com isso lida, aí sim, estaremos a ajudar. Em pequenas conversas com os nossos filhos, encarregandos, alunos, estaremos em condições de nos inteirar do seu nível de comunicação, das suas fragilidades, dificuldades, frustrações e exigências.

É, sempre foi, e sempre será um fator de proteção, a comunicação, pelo que devemos usar e abusar desta ferramenta. Portanto comunique com o seu filho, não se esqueça de lhe mostrar as suas emoções, pois estas servirão como espelho, como contentor e como motor de aprendizagem.

Por vezes, enquanto pais, tentamos proteger os nossos filhos das emoções mais negativas, mas é importante que eles as compreendam e saibam com elas lidar, pois de uma forma ou de outra, estas surgirão. É claro que não é preciso detalhar a raiz dos nossos problemas, para não os invadirmos, mas é importante que eles percebam que por vezes também temos dias maus, que nos aborrecemos com algumas pessoas, que nos sentimos tristes, zangados, mas que sabemos elaborar essas emoções e dar-lhes um desfeche, isto é, processamo-las, integramo-las e seguimos em frente.

Isto dá segurança e traquejo emocional e é isto que nós precisamos criar nos jovens. Este é um tempo de aumentar a sua liberdade, mas igualmente um tempo de criar uma rede, como aquelas que os trapezistas possuem como segurança. É claro que o que se pretende é que os próprios se vão adaptando, tal como quando o trapezista vai fazer o seu número nunca estará a pensar que vai cair, mas se olhar e vir a rede, esta funcionará como a alavanca que desencadeará uma maior segurança e estabilidade. E é isto que se pretende com os jovens.

Os pais são a rede dos filhos e a comunicação positiva é o fator determinante. Esta começa desde cedo, ainda quando as nossas crianças são muito pequenas. Se, a par e passo do seu crescimento, formos acompanhando as suas brincadeiras, a maneira como interpelam os bonecos, como progressivamente vão relatando e reproduzindo o dia-a-dia, dá-nos material deveras importante para conduzir a educação dos nossos filhos. O pré-escolar é pródigo em comportamentos e uma fase determinante para auxiliarmos no desenvolvimento e na estabilidade emocional.

Por isso aproveite para questionar o educador do seu filho acerca do relacionamento entre as crianças, inteire-se da maneira como o seu filho reage perante uma oposição dos colegas, de uma exclusão do grupo, de uma zanga. Queira saber se tem um amigo preferencial, se gosta de brincadeiras mais ativas, se prefere ficar no seu canto,… estas são questões fundamentais e que se não tivermos essa informação, estamos a perder um momento chave do desenvolvimento infantil.

As crianças vão crescendo e novos desafios se impõem, portanto, acompanhar a par e passo o crescimento emocional torna-se imperioso pois, por norma, a modalidade comportamental da criança acompanha-a e no primeiro ciclo novos desafios e constrangimentos podem surgir.

Lembre-se que cada ciclo escolar enceta uma panóplia de emoções, sensações e desafios, sabendo-se que na pré-adolescência e adolescência tudo assume proporções maiores. Por isso, criar uma comunicação saudável e positiva de base, serve de fator de proteção contra esta fase mais conturbada.

Saber como o nosso filho vê o mundo, como os que o rodeiam o percecionam, como funcionam em conjunto, como pensam no futuro, como projetam a sua vida, como falam dos outros, qual a sensibilidade para bens comuns, deve constar do conhecimento que os pais possuem dos seus filhos, pois só assim estaremos em condições de os auxiliar nas suas necessidades e de combater o bullying.

A sua presença na escola é igualmente importante, participe nas atividades que a escola promove, seja presença assídua e ativa e colabore com projetos que promovam o bem-estar dos jovens e da comunidade em geral.

Inteire-se da vida dos jovens, dos seus hábitos e costumes e aprenda mais sobre as redes sociais. Explique-lhes a consequência de certos comportamentos, elucide-os dos perigos das redes sociais, mostre-lhes vídeos e apresente-lhes alguns conteúdos úteis no aprofundamento destas temáticas, não negue o uso que os jovens fazem da internet. Só para ter uma ideia, a utilização da internet é superior ao uso da televisão, o que nos mostra que os hábitos estão a mudar, assim como o Snapchat é a rede social preferida pelos jovens, batendo o Facebook e o Instagram.

No dia de hoje reflita sobre todos estes conteúdos e agarre a possibilidade que o tempo outonal favorece e reúna toda a família aproveitando para dialogar, para promover tempo de qualidade e de diversão e até para encetar novos assuntos e novas formas de comunicar.

Lembre-se, mais vale prevenir que remediar.

Fonte: pumpkin.pt

Data: 30 Out 2016

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