Internet Segura – Relações Virtuais

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Numa era altamente tecnológica, de profundas e rápidas mudanças, de potencialidades e perigos, estaremos preparados para os desafios que os nossos filhos/alunos trazem? Poderemos descartar o uso diário das novas tecnologias? Estaremos em condições de auxiliar nas suas dúvidas e anseios?

Os adolescentes despendem muitas horas frente ao computador, estão na internet, vivem ali e utilizam-na para variados fins, esta é uma ferramenta básica das relações sociais e de identidade, mas o uso indevido faz com que se transforme numa poderosa arma destrutiva, eficaz na humilhação e destruição da imagem social, traduzindo-se em situações de risco para os jovens.

Torna-se, portanto, imperativo fazer uma reflexão acerca desta temática e compreender os desafios que esta nova geração comporta, a complexidade das relações virtuais e saber como potenciar um adequado uso, conhecendo as suas potencialidades, os seus perigos, mas operando numa adequada gestão destas ferramentas.

Cabe-nos, enquanto pais, educadores, profissionais, conhecer o tipo de efeito que estas ações causam na vida dos jovens que com elas convivem diariamente, para poder fomentar atitudes positivas face ao respeito e à convivência no espaço Web, para que as redes sociais nas quais os jovens se inserem, sejam saudáveis e livres de violência.

Um dos grandes desafios para a humanidade é a compreensão da individualidade de cada um e do seu comportamento em grupo. Sabemos que, por mais que conheçamos uma pessoa na sua singularidade, o efeito grupo pode ampliar ou diminuir comportamentos e que é a leitura emocional que fazemos, no imediato, no aqui e no agora, que irá permitir refrear impulsos e adequar atitudes. Ora, na era tecnológica, como poderemos nós conhecer uma pessoa que se apresenta do lado de lá. Do lado de lá do computador, do lado de lá do mundo; como conhecemos o lado mais íntimo de alguém que está presente todos os dias no nosso lar, mas com quem ainda não tivemos qualquer contacto face a face?

Porventura alguns, talvez os mais céticos, dirão que tal não é possível, mas o que dirão os mais novos? Como encetam eles relações? Como convivem nos dias de hoje?

É possível dizer-lhes que este tipo de relação não existe? Estaremos nós em condições de proibir tais façanhas? Na realidade estas relações existem sim, na realidade elas vieram para ficar e a sua não aceitação, a sua negligência, só vai dificultar a natural discussão familiar entre comportamentos adaptativos, desejados e, acima de tudo, não promoverá uma aproximação entre gerações.

Para prevenir temos que saber qual a realidade dos jovens, como pensam e se comportam. Só por esta via estaremos em condições de ativar consciências e alterar comportamentos. Compreender as relações adolescentes, os avanços tecnológicos e estar disponível para aceitar novas visões é um caminho para a mudança, para a integração e para o futuro.

A essência humana é relacional, mas que existem profundas alterações na sociedade que justificam um olhar mais atento, e um foco distinto, é inegável. As relações virtuais são profundamente diferentes das relações presenciais, e esta profunda alteração que a internet promoveu, para além de convidar à conversa, convida à livre agressão, aos discursos inflamados, violentos (discurso do ódio) e as suas consequências podem ser devastadoras. Como conseguiremos comunicar com tanta maledicência, com tamanha violência?

Hoje somos mais críticos e, se por um lado, a crítica é motor de desenvolvimento, por outro, esta aguça a violência; então o problema certamente reside na forma como se critica, na forma como comunicamos e nos meios que utilizamos para chegar a um fim.

Tânia Paias

Diretora Portalbullying

www.portalbullying.com.pt

Paias, T. (2014). Tenho medo de ir à escola. Lisboa: Esfera dos livros

Dia escolar da não-violência e da educação pela paz

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Hoje comemora-se o Dia Escolar da Não-Violência e da Educação.

Esta data visa alertar para a necessidade de sensibilizar para uma educação para a PAZ, SOLIDARIEDADE E RESPEITO MÚTUO.

Este dia foi escolhido por ter sido a data em que Mahatma Gandhi foi assassinado.

Do seu legado, podemos hoje recordar:

“Não existe um caminho para a Paz. A Paz é o caminho”

Neste dia é importante sensibilizar as nossas crianças e jovens, e toda a comunidade em geral, para a Solidariedade, Compaixão, Diferença, Amizade,…

É um dia especial, mas teremos que fazer deste dia uma realidade nas nossas vidas, no que a estas realidades toca, todos os dias devem ser dias especiais.

É importante ativar consciências, é preciso ativar o associativismo, é preciso unir estes jovens e não deixar que o papel passivo dos observadores, a sua dificuldade em se colocarem no lugar do outro, validem, ou sirvam de argumento para agredir.

A explosão de raiva que por vezes emerge no efeito grupo deve levar a uma profunda análise do contexto social e do nosso papel enquanto educadores e cidadãos.

 

 

Compreender que a raiva, a agressividade e a zanga existe, mas canalizá-las para outros fins, que não sejam a sua gratuita expressão, é fundamental e aí o desporto escolar, os clubes, as associações desportivos e os centros de treinos, poderão ter um papel fundamental.

Ativar empatia, compaixão e capacidade reflexiva torna-se cada vez mais urgente.

Educarmos para a cidadania, para a solidariedade e para um adequado uso das redes sociais é imperioso.

Serão estas as premissas que irão promover uma sociedade mais justa, mais capaz e mais interventiva.

É fundamental, portanto, que se trabalhe desde cedo, prevenindo, evitando, consciencializando e amparando os nossos jovens.

Municípios, apostem na prevenção.
Agrupamentos, criem condições.
Pais e encarregados de educação, participem.

Juntos faremos a diferença

Vida de adolescente

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Muito do meu trabalho é passado a escutar jovens. Esses seres  que muitas vezes são apelidados de mal educados, de inúteis, e de tantos outros adjectivos que não abonam a seu favor, passam um mau bocado, ai isso passam.

Uma família com um adolescente em casa é uma família que necessita de se reinventar. A infância já passou, e levou consigo todo o encantamento da vida, e surgiu uma fase mais escura, negra, que expôs uma série de realidades mais complexas e difíceis. Esta é uma fase delicada na vida da família.

Não é simples para quem a vive na 1ª pessoa e também não é simples para quem a vive na 3ª pessoa, pois em qualquer das posições existem danos colaterais, mas estes seres em crescimento são os que estão mais expostos e menos preparados.

Muitas famílias se queixam de dificuldades na comunicação, de entendimento, de diferenças tão grandes entre cada um dos membros, que complica qualquer diálogo.

Mas para podermos estar em posição de perceber o que se passa temos inevitavelmente que ouvir a problemática dos jovens, temos que descortinar os seus pensamentos, que os orientar nesse seu mundo interno e temos que os guiar para que não sucumbam ao mundo externo.

Digo-vos, não é pêra doce, mas é de uma riqueza inestimável.

O adulto frequentemente se esquece de como foi ser adolescente, muitos até querem esquecer esse período da vida, tal não foi o reboliço que causou, mas é importante que o lembremos, que o tragamos para o presente, para mais facilmente nos elucidar dos comportamentos que os adolescentes assumem.

Primeiro que tudo importa perceber o quão diferentes os jovens podem ser, apesar de por vezes parecerem tão iguais, um “rebanho” como outro dia alguém os apelidou. Em segundo, que a cada dia passam por provas complexas, tão complexas, que escapam ao olhar mais desatento.

O que por vezes parece tão simples para o comum dos mortais adultos, ou até para outro qualquer jovem, que se sinta adaptado, seguro e confiante, para aquele que  sente que todos os dias é posto à prova, que todos os dias mergulha em angústias, que todos os dias sente níveis de ansiedade dilacerantes, o simples acto de ter que se dirigir a um estranho, olhá-lo nos olhos e falar, é uma tarefa árdua, extremamente árdua.

Estes jovens vivem amargurados, incompreendidos e sentem-se sempre prestes a explodir.

Normalmente são apelidados de mal educados, os pais sentem vergonha porque quando chegam ao pé dos seus amigos não falam, não olham, e naturalmente estes pensarão o que os amigos estarão a achar da educação que lhes estão a dar, mas se aprofundarmos mais estas questões, perceberemos que muitos jovens sentem uma ansiedade tão grande, que este exercício tão simples, é uma verdadeira prova de “vida”, e não, não são mal educados, sentem-se ou estão desadaptados, e isto é grave, muito grave.

Jovens que se sentem distantes de tudo e de todos, jovens que não se sentem seguros em lado nenhum, que não gostam de dar nas vistas (o que não é de todo mau), mas quando para eles o dar nas vistas é ter que falar, isso sim, é grave.

Isto mostra o sofrimento em que estes jovens estão…

Rir com os outros, e não dos outros

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Hoje comemora-se o dia internacional do Riso.

E rir é das melhores coisas para a nossa saúde, melhora o nosso humor, a nossa atenção e contribui para uma vida mais leve e livre.

Rir aproxima as pessoas, torna-nos mais criativos e abertos e naturalmente mais predispostos para querer conhecer outros, para socializar.

Neste dia internacional do riso, e daqui em diante, que sejamos mais capazes de rir com os outros e não dos outros.

Se nos aproximarmos dos outros de forma genuína, sem julgar nem interpretar, o sorriso fácil virá, a vida mais simples será e um sem fim de alegrias acontecerá 🙂

 

Feliz ano 2018

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Saídos de um cenário buliçoso, eis que chegamos a 2018, um ano em que está tudo em branco, em que podemos reescrever a nossa história, pelo menos é nisto que a maioria das pessoas quer acreditar.

Nesta transição de ano fazem-se balanços, contas à vida, conta às passas, aos desejos que se querem pedir, às 12 badaladas e à sua cadência, para que a cada uma delas mastiguemos uma passa e peçamos um desejo. Para além destes pedidos também se fazem resoluções de ano novo, de estilos novos de vida, de deixar para trás algo que não se gosta, de melhorar algo que acabámos por não fazer, seja o de comer menos, (sim, porque até o nosso corpo, nesta altura do ano, já reclama), de iniciar ginásio, de deixar de fumar, de fazer isto ou aquilo, … um sem fim de coisas que prometemos que vamos fazer e umas outras tantas que prometemos deixar de fazer.

Mas até a questão das resoluções de ano novo são polémicas, há quem acredite, quem considere que não faz sentido nenhum, quem diga que não servem para nada…

Mas a verdade é esta, se só ficarmos pelo simbolismo da coisas, se não nos envolvermos a fundo para mudar aquilo que queremos ver alterado, de facto nada vai mudar. De que nos serve comer 12 passas e pedir desejos e depois não fazer nada para que estes aconteçam? Já lá vai o tempo em que se acreditava que se pedíssemos um desejo à estrela cadente, esta o concretizaria.

Nunca devemos deixar de sonhar, de acreditar e de alimentar o poder do imaginário, mas devemos igualmente encaminhar a nossa ação para a concretização dos nossos objetivos/sonhos.

Esta quadra natalícia faz-me lembrar um pouco as notícias sobre bullying, durante esta altura do ano estamos mais próximos uns dos outros, sentimo-nos mais solidários, atentos. As ruas estão bonitas, as cidades encantadoras, os mercados de natal respiram vida, boa disposição. Lembramo-nos deste e daquele, daquela prendinha especial, daquele miminho, e mesmo que não conheçamos muito bem as pessoas, somos igualmente atentos, disponíveis e carinhosos.

É O ESPÍRITO DO NATAL

Mas e a partir daqui? Quando as cidades voltam ao seu tom mais cinzento, menos buliçoso, menos apelativo?

E quando nas nossas casas desmontamos a árvore de natal e guardamos os enfeites, as luzes,…quando empacotamos tudo e guardamos na cave, roupeiro, sótão, despensa….

O que fazemos com o espírito da natal? É também ele guardado? Ou devemos alimentar a solidariedade, a entreajuda e o cuidado com o próximo…

Quando há uma notícia de bullying ,na comunicação social, tudo se agita, especialistas são convidados a falar (eu inclusive), debatem-se medidas, conhecem-se números, as pessoas revoltam-se, ficam mais atentas, mobilizam-se,…. mas e depois?

O que acontece depois?

A vida rotineira faz com que rapidamente nos esqueçamos, não porque queiramos, mas porque o dia-a-dia já nos desviou para outros assuntos. A velocidade a com que a informação nos chega, faz-nos dispersar…

Por isso, para 2018 desejo que não percamos o foco daquilo que é essencial e que o espírito do natal resida sempre em nós.

O futuro não é o lugar onde estamos indo, mas um lagar que estamos criando. O caminho para ele não é encontrado, mas construído e o ato de fazê-lo, muda tanto o realizador quando o destino. .

 

 

 

Júri do Concurso Bullying

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Júri do Concurso “Outubro mês de prevenção ao Bullying”.

Caros participantes, o júri do concurso – “Outubro mês de prevenção ao Bullying” é composto pelos seguintes elementos:

Dr.ª Tânia Paias – Psicóloga Clínica e responsável do Portalbullying.
Brian Claudino – Ilustrador/Designer.
Hugo Soares – Professor de Design e Comunicação – (ISMAT, EPGE).

Vencedores do concurso

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Vencedor Bullying

Vencedores do concurso
“Outubro mês da prevenção ao Bullying”

No mês de Outubro lançamos um desafio às escolas sobre prevenção ao Bullying e, foi com enorme satisfação que recebemos de todo o país as várias propostas nas diferentes categorias (Vídeo, Fotografia/ilustração, Frases e Poema).

Hoje deixamos a lista dos vencedores do concurso

 

Categoria Vídeo

Categoria Fotografia/ilustração

Categoria Frases

Categoria Poema

Parabéns a todos!

É tempo de refletir

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Terminada a fase de votação do público, é agora altura de analisar cada trabalho, cada mensagem e todo o empenho colocado nesta causa.

De facto foram meses intensos, de trabalho e de união, juntámos Portugal de uma ponta à outra em prol desta missão.

Resta-nos agradecer todos os trabalhos enviados, bem como a pronta resposta à nossa solicitação.

Estamos gratos pela diversidade e qualidade dos trabalhos, e como puderam ver pelos trabalhos, até os mais pequenos podem dar o seu contributo.

O nosso muito obrigado.

Em breve teremos novidades.

 

Tânias Paias explica o que é Cyberbullying.

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Tânia Paias fala sobre Cyberbullying no programa “A Tarde é a sua”.

 

Votação Retomada

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Caros participantes, está oficialmente aberto o período de votações para o concurso decorrido – Outubro mês da prevenção ao Bullying.

Para que o teu trabalho seja seleccionado, o mesmo deve conter o máximo de comentários.

Avisa os teus pais, amigos, colegas e professores para participarem neste evento que visa sensibilizar e educar as pessoas para a temática da prevenção ao Bullying.

Acedam ao site portalbullying.com.pt/concurso

O período de votações vai de 21 de Novembro a 3 de Dezembro.

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