Fui vitima de bullying

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Este tópico contém 6 respostas, tem 1 utilizador, com a última actualização feita por  João Há 1 ano, 7 meses.

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  • #2160 Resposta

    Joana

    Hoje tenho 21 anos e estou a acabar a faculdade mas entre os meus 12 e 16 anos fui vitima dos meus colegas de turma.
    Houve alturas em que um rapaz dava-me sempre pancadas fortes nas costas, gozava comigo, chamava-me de feia por eu usar óculos e por ter borbulhas de acne, havias outros colegas que gozavam comigo por causa da minha cor de pele, chamavam-me de zombie e outras coisas más. Isto tudo era em frente aos professores e eles ouviam bem aquilo e simplesmente não faziam nada. Um dia um colega disse-me que eu era tão feia que só podia ser “uma tentativa de aborto” fiquei muito magoada e assim que tive oportunidade fui contar esse insulto ao diretor de turma que não fez absolutamente nada. Bem, alguns colegas quando eu andava de saia tentavam passar a mao nas minhas coxas e diziam coisas indecentes, eu deixei de andar de saia e fugia deles. Entretanto essas pessoas reprovaram de ano e na minha nova turma do 10 ano nunca mais isso aconteceu.
    Há apenas 3 factores que eu quero salientar:
    1º: A falta de preocupação dos professores e do diretor de turma que sabem de tudo e não fazem nada, não há desculpa para isto
    2º: A falta de carácter das pessoas, foi rara a vez em que algum colega me defendeu, eu seria incapaz de ver alguém ser assim maltratado e não fazer nada
    3º: As pessoas que estão a passar por situações destas não deixem de as denunciar, falem com os vossos pais, eu hoje olho pra trás e sei que se fosse hoje eu nunca deixaria que me tratassem mal, sou uma pessoa completamente diferente, imponho-me, falo alto, não admito que me desrespeitem, vou até ás últimas consequências para denunciar o que está errado.
    Muita força para todos

  • #2161 Resposta

    Cristina Neves

    Olá!Estou a contactar da parte do programa da Fátima Lopes (Vida Nova, SIC)e gostava de entrar em contacto consigo porque vamos abordar o tema esta quinta-feira. Deixo os meus contactos para o caso de nos querer ajudar.
    92 541 36 66

    Obrigada! Aguardo contacto
    Cristiana Neves

  • #2165 Resposta

    David José Monteiro

    Olá Joana, olá a todos.

    Na altura que mais sofri com o que os outros diziam e mais com o que os outros pensavam, ainda não chamávamos de nomes a nada do que nos faziam. Éra apenas o mais fraco. Obeso, grande, inteligente e com boas notas, amado por alguns professores, odiado por outros… tudo era motivo e pretexto para mais uma cena de humilhação pública. Os grupos de rapazes que chamam de nomes, que gozam em voz alta, que riem quando passamos, que insultam apenas por respirar e existir.
    O refúgio em casa e nos estudos para mostrar que se tem valor. A inércia em sair para locais públicos com medo da observação…
    Cenas de muitos episódios, que não sabia que iriam ter efeitos mais a longo prazo do quea curto prazo.

    Indiferença, desconhecimento, insensibilidade, desinformação, egoísmo, sei lá… Os efeitos sentem-se. Desconfiança, medo, revolta, egoísmo, e por aí.

    Agora sei que a isto, dentro de muitos mais contornos, se chama de bullying. Chamar “isto” de “nomes” já é um princípio para se passar a intervir e a prevenir (o mais difícil).

    Perdoêm-me os profissionais. O Bullying não vai acabar nunca. As diferenças naturais entre ‘nós’, as diferenças sociais, a cultura ou a falta dela, os preconceitos familiares… vão continuar a existir. O culto do ‘ego’ e do ‘egoísmo’, a sensação de superioridade, serão afirmações cada vez mais frequentes, que implicam dominantes e, necessariamente, dominados.

    Os efeitos em mim… dificilmente serão dirimidos. Foram muitos anos. Mas se puder ajudar alguém, a conversar, a desabafar, a sofrer com partilha… disponham. Ajuda muito.

    Hoje também tenho 22 anos… Sou já profissional daquilo com que sempre sonhei. Sou, até agora, bem sucedido.
    Quando cheguei a pensar que eu estava proibido de sonhar!
    Afinal sonhar não é proibido. É urgente. É necessário. Acontece.

  • #2162 Resposta

    Ana Cristina

    Devem tentar sempre falar com um professor, nem todos são despreocupados. Nota: não sou prof.
    A minha filha quando tinha 14 anos e estava no 9º ano, pediram-lhe dinheiro na escola. Não deu e logo a seguir tinha 2 meninas a agredi-la. Defendeu-se, lutou , ficou com um blusão estragado e arrancou algumas tranças. Enquanto mãe tentei sempre saber o que se passava na escola e avisá-la que à primeira tentativa tinha de reagir, senão seria sempre roubada. A professora De Português (aula que tinha a seguir)ajudou-a a apresentar queixa e veio falar comigo numa reunião de pais.
    Os colegas depois de ela ir ao conselho executivo apresentar queixa, ouviram gritos, pensaram que estavam outra vez a agredir a colega e abandonaram a aula de português, para a tentar socorrer. Houve colegas que a queriam levar e trazer a casa.
    Portanto, como diz a Joana, denunciem sempre, passem a mensagem que as vitimas vão deixar de ter medo dos agressores.

  • #2163 Resposta

    anonimo

    É com muita emoção que tenho lido as vossas mensagens.
    Os Professores nada fazem para esta problemática, se um aluno aparecer de novo na turma e a turma não interagir bem com esse aluno, chamam-lhe nomes por sua vez esse aluno reage muitas vezes pela forma da agressão para se defender dos insultos e das humilhações a que foi sujeito.Este aluno é que é marcado sendo castigado pela professora.Quando este aluno faz queixa á professora que lhe chamaram nomes ela simplesmente ignora, mas se este aluno até ao correr no recreio for de encontro a algum miúdo, é logo castigado e submetido as castigos rigorosos, como por exemplo não o deixarem juntar-se com outros colegas ficando numa sala de espera sozinho sem qualquer vigilância, quando vem do intervalo do almoço fica sozinho, na sala privado do contacto com os colegas, os pais já tentaram junto da direcção da escola qual o motivo de tal castigo a responsável foi mal educada grosseira e insensível estes pais para que a criança não seja exposta têm aguentado tudo, a tentar resolver as coisas.Cada vez que o encarregado de educação lá vai. Resposta da professora ,Ele porta-se mal, pergunta-se o que fez porque o portar mal é muito vago não responde.É uma criança que vê mal tem miopia está posto ao fundo da sala não lhe dão as responsabilidades do silêncio nem de outros encargos que os meninos têm na sala de aula sendo exposto pela professora perante a turma que ele não merecia ser responsável, porque se portava mal.Esta criança ficou destroçada quando chegou o dia de ser responsável e lhe foi negado esta responsabilidade, onde a chorar dizia eu queria ser responsável para escrever o nome dos meus colegas no quadro como eles me fazem a mim. Peço as entidades responsáveis para que tomem medidas que ouçam as crianças porque elas não mentem, que façam investigação a fundo, que a inspeção quando for a estas instituições, que não avise que apareça de surpresa, porque a escola de Mirandela estava tão bem posicionada e vejam o que aconteceu. O mais eficaz era investigação do ministério Público.Sou uma pessoa bem chegada da familia por isso o meu anonimato, mas sei bem a problemática que esta familia está a viver.Como é que esta instituição tem como responsável, um tipo de pessoa como esta, e a professora que está protegida por ela, como consegue fazer discriminação entre meninos, esta criança que vê todos os dias a discriminação na pele que há de ser no futuro.Que seres estas instituições estão a criar.Não serão eles os culpados do verdadeiro bullying.
    Isto passa-se numa escola privada do distrito de Vila Real.

    • #2164 Resposta

      Ana Cristina

      Se numa escola pública temos de estar alerta e queixar-nos, numa escola privada é a mesma coisa.
      Denunciem a situação, devem exigir da direcção da escola, explicações , porque é que ficou sozinho de castigo?, etc.
      A escola privada pensa assim: ” Quem está mal muda-se”. Se fizerem isso, informem-se primeiro como devem denunciar a situação da escola, por escrito. Sempre por escrito!

  • #2690 Resposta

    João

    A minha filha tem 14 anos desde os 4 anos as companheiras que tem andado com ela desde a Pré e que agora fazem parte da turma , discriminam-a socialmente e fazem exclusão do grupo. Quando reunidas viram se de costas para a excluir utilizam nomes em código para falar dela para negarem sempre que se referem a ela. Quando aniversários ou saidas nunca a incluem. Alguns dos pais dessa raparigas sabem disso ignorando a situação e negando sempre que as filhas estão a fazer Bullying Psicológico. A minha filha não quer que falemos com a diretora da escola nem com a direção para não ser excluída ainda mais e que le apontem o dedo. No ano passado esse mesmo grupo fez Bullying a outra colega da turma em que os pais foram à escola expor a situação e nada serviu, teve que a mudar de escola.Perante isto ela tem receio que depois tenha que mudar também por não ser aceite. Esse grupo de crianças esta a virar toda a turma contra ela e a rirem-se dela.
    A minha filha é muito boa estudante, aluna de 5 e muito tímida, tendo receio que isto a vá afetar e fazer baixar o rendimento escolar. O comportamento dela perante essa exclusão e eeses tipos de comportamento tem sido sendre não ligar e fazer que não se importa com a situação mas no fundo esta magoada e isolada em casa.
    Que fazer, posso recorrer a uma queixa na policia ?

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