A tolerância e aceitação para com o que foge à norma, ao que se está habituado, é a melhor forma de prevenir a violência entre pares.
Apoiar para libertar as falsas crenças é crescer para um mundo mais saudável, mais compreensivo e naturalmente mais alegre.
Porque teremos nós que educar as nossas crianças para os conceitos que são tradicionalmente aceites pela sociedade vigente. As nossas emoções, os nossos sentimentos não se regem por estatutos sociais, por etnias, por diferentes tons de pele, pois debaixo de tudo isto somos pessoas que possuem as mesmas necessidade básicas.
Necessidades estas de ditam a forma como nos iremos sentir e pensar, pois se educarmos para a igualdade, para a tolerância e para a compreensão, certamente teremos crianças mais iguais, sendo que a máxima sempre foi e sempre será, “todos iguais, todos diferentes”. Aqui quando digo crianças mais iguais, refiro-me à aceitação da diferença do outro como sinal da sua própria individualidade/condição, o que seja, mas que isso não a diferencie das vivências supostas para a sua idade.
Num mundo que muda a uma velocidade estonteante, mudemos também as nossas crenças, atitudes e forma como educamos os nossos filhos, educandos e alunos.
Necessitamos de mais crianças e jovens que se defendam, que defendam os outros e que se posicionem como igual ao outro, sem que este igual tenha que se referir ao mesmo tom de pele, aos mesmos gostos, interesses, estilos de vestir, pois é na diversidade que aprendemos a olhar sem criticar, sem julgar e sem retaliar.
Os jovens, que “sofrem” muito pelo contágio social, se deixem contagiar por atitudes como estas 🙂
Caros participantes, está oficialmente aberto o período de votações para o concurso decorrido – Outubro mês da prevenção ao Bullying.
Para que o teu trabalho seja seleccionado, o mesmo deve conter o máximo de comentários.
Avisa os teus pais, amigos, colegas e professores para participarem neste evento que visa sensibilizar e educar as pessoas para a temática da prevenção ao Bullying.
Grupo de psicólogos lança o Portal Bullying para ajudar os alunos a romperem o silêncio e contarem as agressões de outros colegas
Entre André e Ricardo há um pacto de silêncio. O acordo entre os dois colegas da mesma escola não é formal, mas cada um cumpre a sua parte. André entrega as moedas que traz de casa e Ricardo não o persegue nem o ameaça à saída do balneário. Como a maioria das vítimas de bullying nas escolas portuguesas, André não conta a ninguém que fica aterrorizado sempre que a campainha toca e chega a hora do recreio. André e Ricardo são nomes fictícios usados para descrever um dos padrões mais comuns de bullying em meio escolar identificado por psicólogos e psiquiatras da adolescência e da infância – o segredo entre a vítima e o agressor.
Confessar aos pais ou aos professores as ameaças e humilhações de outros colegas é algo que poucas crianças conseguem, e foi por isso que a clínica de psicologia Psicronos criou o Portal Bullying. O site www.portalbullying.com.pt foi lançado esta semana e convida crianças e adolescentes a partilharem as suas experiências num chat de conversação.
Do outro lado do monitor está um psicólogo que responde em tempo real a todas as dúvidas. “Temos uma equipa de 20 técnicos que se encontram em sete cidades do país e tentam ajudar as crianças vítimas de bullying”, explica Tânia Paias, coordenadora do projecto. Além de fazerem aconselhamento, os psicólogos procuram encaminhar os alunos para os serviços sociais mais adequados na sua área de residência. Cada atendimento é feito com o máximo de sigilo para não intimidar nem afugentar quem procura ajuda: “Os psicólogos garantem a confidencialidade para que os utilizadores se sintam o menor desconforto possível ao contar as agressões que sofrem na escola.”
Por vezes o chat estará offline porque os 20 psicólogos que asseguram o funcionamento do portal não conseguem garantir fazê-lo em permanência: “Os técnicos acumulam este serviço com a sua profissão, logo a disponibilidade não será total”, avisa Tânia Paias. Nesses casos, a criança ou o adolescente deixa uma mensagem no chat e obtém a garantia de que haverá uma resposta “o mais depressa possível”.
Oferecer ajuda às vítimas de violência escolar é uma das prioridades, mas o Portal Bullying tem outros objectivos a cumprir a médio e longo prazo: “Os testemunhos recolhidos pelos nossos técnicos vão servir também para criar uma base de dados que permita avaliar a dimensão que este problema tem junto da população escolar em Portugal.” Diagnosticar o fenómeno em cada estabelecimento de ensino irá permitir aos psicólogos recolher e divulgar essa informação junto dos professores e dos directores das escolas: “Queremos usar o portal para dotar as escolas de instrumentos que permitam construir os seus próprios programas de prevenção, adaptados às características dos seus alunos”, conta Tânia Paias.
Catulo, K.
Bullying: um chat na net para denunciar a violência na escola Bibliografia: Catulo, K. (2010). Bullying: um chat na net para denunciar a violência na escola.
i jornal, p.26.
A linha criada há um ano pela Associação Nacional de Professores (ANP) para apoiar vítimas de bullying (violência sobre alunos praticada pelos colegas) recebeu maioritariamente chamadas de mães e do distrito de Lisboa.
João Só fala do projeto “Deixa o bullying só”, que vai inspirar cada um a criar o seu próprio hino anti-bullying. Este projeto conta com a participação de Nuno Markl.
“Quando fui desafiado a participar neste projeto aceitei de imediato. Já fiz muito voluntariado com miúdos desta idade (…) e achei que, como músico e artista, tinha mais do que obrigação de contribuir com a minha arte para combater o bullying”, disse à agência Lusa João Só.
Uma história de bullying homofóbico através do youtube. O vídeo que, segundo o autor, foi gravado às quatro da madrugada, mostra um rapaz comovido com o bullying de que era alvo na escola – por ser homossexual – e que relata através de uma espécie de legendas em folhas de papel. Na descrição do vídeo, no YouTube, conta como a sua história teve um final feliz
Em 2012, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) vai lançar um documento com orientações a governos de todo o mundo para o enfrentamento da homofobia em ambiente escolar. O bullying contra estudantes LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e transexuais) foi tema de uma reunião promovida pela entidade esta semana no Rio de Janeiro, com a presença de especialistas de 25 países.
CONFAP e CNIP consideram que donos das armas devem ser responsabilizados e há que averiguar possível caso de ‘bullying’.
As associações de pais defendem que os encarregados de educação também devem ser responsabilizados por situações de violência, como a que aconteceu ontem no Externato Carvalho Araújo, em Braga.
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Prevenção ao Bullying, e quero aqui deixar algumas ferramentas para educadores, professores, técnicos e pais encetarem um diálogo à volta desta temática.
Mas antes, e para enquadrar a minha escolha pelos livros, deixo-vos aqui um artigo que escrevi para o blog Janela Clínica, em 26 de agosto de 2009:
“A MORTE DO PATO DONALD – avô conta-me uma história
A propósito deste tema lembrei-me de um artigo que li há algum tempo na revista Pública do Expresso do Dr. Daniel Sampaio. O artigo iniciava com uma pequena resenha a outro artigo “Os 25 mitos da Pediatria” no qual também se podia ler algumas inovações para pais e professores, mas Daniel Sampaio quis acrescentar a profunda mudança ocorrida nestes últimos anos e intitula o seu artigo como: A MORTE DO PATO DONALD
Depois de alguma procura consegui encontrar o artigo e transcrevo aqui alguns items que me parecem fulcrais para o assunto em questão.
“O quotidiano da criança mudou. Hoje vão cedo para a creche e não brincam na rua, o peluche caiu em desuso e o Pato Donald morreu. Um menino dos nossos dias que aprendeu a ler não se entretém com uma revista de quadradinhos do Tio Patinhas, como acontecia com os seus pais, até porque só com dificuldade a encontrará nas bancas. Mickey e Minnie, Donald e Margarida, Pateta e Clarabela são “casais” do passado, seres assexuados que só tinham sobrinhos (quem seriam os pais) e se entretinham com estórias que hoje nos parecem inverosímeis. O mundo de hoje é outro: telemóvel e computador, Game-Boy e Play-Station são utilizados com grande à-vontade por crianças pequenas…Tudo está diferente…Morreu o Pato Donald, viva o Pokémon!
A verdade é que nunca, como agora, se tornou tão importante o papel dos adultos junto dos mais novos: com tanta informação rápida, com as imagens a entrarem nas nossas casas deixando dúvidas sobre o que é real e virtual, com o mundo tão imprevisível e por vezes perigoso, apalavra dos familiares é cada vez mais relevante. Pela simples razão que é única e insubstituível: jamais um jogo eléctrónico ou uma pesquisa na internet substituirá a afectividade da narrativa do avô ou a palavra afectuosa de um pai…As crianças precisam de estimular a imaginação e de encontrar segurança na sua relação com os adultos mais importantes, os seus familiares. As famílias já não são três gerações à volta de uma lareira, mas continuam a ser o espaço emocional mais importante para os mais novos.”
Ora na relação que se estabelece entre criança-adulto-livro aparecem laços afectivos muito fortes e a cumplicidade da leitura permite-nos viver a experiência de compartilhar os sentimentos e as emoções que os livros nos proporcionam.
A emoção age principalmente na segurança das crianças, base de todo o desenvolvimento e é preciso dar e criar oportunidades para a expressão das emoções e sentimentos, para que a criança os reconheça e elabora, ora os livros, as narrativas, proporcionam tudo isto, já que são poderosos clarificadores de significados, permitem organizar o real e conceitos como bem/mal; bonito/feio; justo/injusto.
Plãtão refere que o valor educativo das histórias exerce um fascínio sobre a mente das crianças e Betelheim afirma que estas têm uma forte influência e ajudam na reconstrução das dimensões mais profundas do sentir e do pensar. ”
De 2009 para 2017 e mais específicamente para sinalizar o dia de hoje, sugerimos-lhe alguns livros que pode utilizar como mote para a prevenção e promoção das boas relações entre as crianças e jovens.
Especialmente para as faixas etárias do pré-escolar e primeiro ciclo deixamos-lhe alguns exemplos de livros que servirão muito bem o propósito:
Orelhas de Borboleta
Perigoso
Amor Monstro
Uma bicicleta à chuva, que também é recomendada para 5º e 6º ano
Todos eles tocam a diferença, a sensibilização para as características individuas de cada um, mas alertam para a necessidade de olhar mais além, do visual, do preconceito, do desconhecido.
São leituras que valem a pena e que ajudam os mais pequenos e os mais graúdos também.
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